Pilotos do Air Force One ganham menos que comandantes de widebody
Os pilotos responsáveis por operar as aeronaves presidenciais dos Estados Unidos não recebem um salário específico por voar o Air Force One. Eles são oficiais comissionados da Força Aérea americana, normalmente lotados na 89ª Ala de Transporte Aéreo, e sua remuneração é determinada pela patente e pelo tempo de serviço. Em 2026, a compensação total estimada para um tenente-coronel nessa função fica entre US$ 200 mil e US$ 250 mil por ano, enquanto coronéis podem alcançar entre US$ 235 mil e US$ 285 mil. Em contraste, comandantes de aeronaves de fuselagem larga nas três maiores companhias aéreas dos Estados Unidos recebem geralmente de US$ 400 mil a mais de US$ 520 mil anuais, com taxas horárias próximas de US$ 465 nos níveis mais altos.
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Os pilotos responsáveis por operar as aeronaves presidenciais dos Estados Unidos não recebem um salário específico por voar o Air Force One. Eles são oficiais comissionados da Força Aérea americana, normalmente lotados na 89ª Ala de Transporte Aéreo, e sua remuneração é determinada pela patente e pelo tempo de serviço. Em 2026, a compensação total estimada para um tenente-coronel nessa função fica entre US$ 200 mil e US$ 250 mil por ano, enquanto coronéis podem alcançar entre US$ 235 mil e US$ 285 mil. Em contraste, comandantes de aeronaves de fuselagem larga nas três maiores companhias aéreas dos Estados Unidos recebem geralmente de US$ 400 mil a mais de US$ 520 mil anuais, com taxas horárias próximas de US$ 465 nos níveis mais altos.
A estrutura militar impede que a Força Aérea crie uma remuneração especial para os profissionais destacados ao transporte presidencial. O salário-base é definido pelas mesmas tabelas aplicadas a oficiais de outras armas e serviços, sem alteração associada ao prestígio ou à responsabilidade da aeronave. Tenentes-coronéis com menos de dois anos de serviço recebem US$ 7.295 mensais em salário-base, enquanto a remuneração indicada para seis anos de serviço de aviação chega a US$ 9.250. Para coronéis, os valores correspondentes são de US$ 8.751 e US$ 10.284 por mês. Como os pilotos presidenciais costumam ter carreiras muito mais longas, a remuneração efetiva tende a superar esses exemplos iniciais.
Além do salário-base, a compensação militar pode incluir auxílio-moradia, bônus de retenção para aviadores e outros benefícios. A estimativa apresentada para um tenente-coronel experiente considera entre US$ 130 mil e US$ 145 mil de salário-base, de US$ 30 mil a US$ 45 mil em auxílio-moradia e aproximadamente US$ 35 mil a US$ 50 mil em bônus de retenção. A soma desses componentes e de outros benefícios produz o intervalo anual de US$ 200 mil a US$ 250 mil. Para coronéis, a compensação total estimada varia de US$ 235 mil a US$ 285 mil. Assim, a diferença em relação à aviação comercial decorre principalmente da estrutura de carreira e das regras de pagamento, não de uma avaliação do trabalho realizado a bordo.
Os pilotos que operam as aeronaves presidenciais são, em geral, tenentes-coronéis ou coronéis, patentes superiores às mais comuns entre pilotos de caças empregados em missões operacionais. A senioridade explica por que esses profissionais tendem a ganhar mais do que muitos colegas que voam caças ou aviões de transporte. A 89ª Ala de Transporte Aéreo, sediada na Base Conjunta Andrews, em Maryland, reúne mais de 1.800 integrantes e executa missões especiais de transporte, logística, comunicações e apoio a autoridades do governo. A unidade opera, entre outros modelos, dois VC-25A, um VC-25B conhecido como “Bridge”, quatro C-32A, quatro C-40B e onze C-37A/B, conforme a relação apresentada no material, que pode estar parcialmente desatualizada.


