Pentágono retoma integração do míssil LRASM ao bombardeiro B-52
O Pentágono retomou o esforço para integrar o AGM-158C Long-Range Anti-Ship Missile, conhecido como LRASM, aos bombardeiros estratégicos Boeing B-52 da Força Aérea dos Estados Unidos. A iniciativa havia permanecido paralisada por anos e voltou a avançar por meio de uma contratação da Naval Air Systems Command (NAVAIR) voltada ao suporte de integração e testes do míssil na plataforma. O objetivo é ampliar a capacidade norte-americana de realizar ataques marítimos de longo alcance, especialmente em possíveis cenários operacionais no Indo-Pacífico. Se o trabalho for concluído, o B-52 poderá receber uma função antinavio adicional, além de suas missões tradicionais contra alvos terrestres.
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O Pentágono retomou o esforço para integrar o AGM-158C Long-Range Anti-Ship Missile, conhecido como LRASM, aos bombardeiros estratégicos Boeing B-52 da Força Aérea dos Estados Unidos. A iniciativa havia permanecido paralisada por anos e voltou a avançar por meio de uma contratação da Naval Air Systems Command (NAVAIR) voltada ao suporte de integração e testes do míssil na plataforma. O objetivo é ampliar a capacidade norte-americana de realizar ataques marítimos de longo alcance, especialmente em possíveis cenários operacionais no Indo-Pacífico. Se o trabalho for concluído, o B-52 poderá receber uma função antinavio adicional, além de suas missões tradicionais contra alvos terrestres.
O aviso de contratação identificado para o programa descreve atividades relacionadas à integração e à avaliação do LRASM no B-52. Entre os trabalhos previstos estão atualizações no software do míssil, execução de testes, reparo de equipamentos utilizados nas avaliações e análise de eventuais falhas. O escopo indica que a iniciativa não se limita à instalação física do armamento, mas envolve também a adaptação dos sistemas e a verificação do desempenho conjunto entre míssil, aeronave e equipamentos de apoio. A execução do serviço seria direcionada à Lockheed Martin Missiles and Fire Control, fabricante associada ao desenvolvimento do AGM-158C.
O LRASM é derivado da família AGM-158 e foi concebido para atingir navios a longas distâncias, com recursos destinados a reduzir sua detecção e a permitir a identificação de alvos em ambientes marítimos complexos. O material o apresenta como uma arma importante para qualquer conflito no Pacífico, embora não forneça detalhes sobre alcance, quantidade de mísseis, cronograma de conclusão ou configuração final do B-52. A integração planejada reforça a busca dos Estados Unidos por meios de ataque marítimo capazes de operar sem que o bombardeiro precise penetrar diretamente em áreas fortemente defendidas. Essa característica pode ampliar as opções de emprego da aeronave, mas não significa, por si só, que a capacidade já esteja plenamente operacional.
O B-52 integra uma frota de bombardeiros pesados utilizada principalmente para o lançamento de armamentos contra alvos em terra. A incorporação do LRASM acrescentaria ao modelo uma alternativa específica para operações contra forças navais, permitindo que a mesma plataforma participe de missões de negação de área e de ataque marítimo de longo alcance. O contexto fornecido também registra que o B-1B Lancer e o B-2 Spirit já dispõem da capacidade de lançar o míssil. Com a conclusão da integração no B-52, os três principais bombardeiros estratégicos da Força Aérea dos Estados Unidos passariam a ter essa opção de emprego, segundo as informações disponíveis.
A medida está associada a uma arquitetura mais ampla de fogos marítimos de longo alcance dos Estados Unidos para o Indo-Pacífico. Nesse contexto, bombardeiros equipados com LRASM poderiam contribuir para dificultar a movimentação de forças navais adversárias e aumentar a distância a partir da qual navios poderiam ser ameaçados. O material complementar também menciona o emprego em grande escala do míssil por B-52 e B-1 durante o conflito entre Estados Unidos e Irã, conforme referência a material do Pentágono, mas não apresenta detalhes independentes sobre essas operações. A retomada do programa, portanto, indica uma tentativa de consolidar e ampliar uma capacidade já integrada a parte da frota de bombardeiros norte-americana.


