Pentágono mantém aviões da McDonnell Douglas ativos até além de 2040
A McDonnell Douglas deixou de existir juridicamente em 1997, mas diversos aviões militares associados ao seu projeto continuam entre os principais meios das Forças Armadas dos Estados Unidos. C-17 Globemaster III, F-15 Eagle, EA-18G Growler e T-45 Goshawk permanecem em operação graças a programas de modernização, reforços estruturais e extensões de vida útil. Os investimentos indicam que o Pentágono pretende manter essas aeronaves em missões de transporte, superioridade aérea, guerra eletrônica e treinamento durante as décadas de 2030 e 2040, com o C-17 projetado para continuar voando até 2075.
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A McDonnell Douglas deixou de existir juridicamente em 1997, mas diversos aviões militares associados ao seu projeto continuam entre os principais meios das Forças Armadas dos Estados Unidos. C-17 Globemaster III, F-15 Eagle, EA-18G Growler e T-45 Goshawk permanecem em operação graças a programas de modernização, reforços estruturais e extensões de vida útil. Os investimentos indicam que o Pentágono pretende manter essas aeronaves em missões de transporte, superioridade aérea, guerra eletrônica e treinamento durante as décadas de 2030 e 2040, com o C-17 projetado para continuar voando até 2075.
O C-17 entrou em produção em 1993 e já ultrapassou três décadas de serviço. Embora a linha seja considerada madura, uma avaliação do Air Force Materiel Command elevou a vida útil estimada de 30 mil para 45 mil horas de voo. A margem adicional é relevante porque não há um substituto disponível no curto prazo: o programa Next Generation Airlift não deverá realizar seu primeiro voo antes de 2041. A Força Aérea opera 222 unidades e considera mais vantajoso prolongar a utilização da frota do que reabrir a produção, cuja retomada teria custo não recorrente estimado entre US$ 2,1 bilhões e US$ 2,7 bilhões, em valores de 2011.
Como parte desse esforço, a cabine de comando do Globemaster III será modernizada pela Boeing em um contrato cujo valor potencial chega a US$ 400 milhões. O programa adotará uma arquitetura modular de sistemas abertos, conhecida pela sigla MOSA, para reduzir a obsolescência dos aviônicos e facilitar futuras atualizações sem exigir novos processos de recertificação plurianuais. A Intellisense Systems foi selecionada para fornecer unidades de concentração de dados compatíveis com essa arquitetura e instalar telas multifuncionais de 15 polegadas, combinando interfaces sensíveis ao toque e controles físicos. O objetivo é ampliar a capacidade da cabine e simplificar a incorporação de novas tecnologias.
O F-15 também será mantido como uma plataforma relevante, principalmente por meio do F-15EX. As versões F-15C e F-15D, com idade média aproximada de 38 anos, enfrentam inspeções estruturais contínuas, reparos demorados, degradação de fiação e obsolescência de componentes. A maioria dessas aeronaves já ultrapassou a vida certificada de 9 mil horas, dificultando o cumprimento das metas de prontidão. O F-15EX foi definido como uma substituição de menor risco e rápida implantação para os modelos antigos, além de complementar o F-35A, o B-1B e o B-2. O planejamento prevê ampliar a frota de 129 para 267 aeronaves; cerca de 25 já estavam no inventário, enquanto o pedido orçamentário do ano fiscal de 2027 buscava acrescentar outras 24, ao custo de US$ 3 bilhões. A variante possui controles digitais fly-by-wire, cabine digital, arquitetura aberta e capacidade de transportar até 29.500 libras de carga.
Na guerra eletrônica, o EA-18G Growler deverá permanecer em serviço até 2046. Derivado do F/A-18F, o avião emprega sensores, sistemas de interferência e mísseis antirradiação para bloquear radares e comunicações adversárias e apoiar aeronaves de ataque. A modernização inclui compatibilidade com o Next Generation Jammer, novo sistema de cabine, melhorias no processamento de dados e atualização dos algoritmos de guerra eletrônica. O programa Block II também prevê a produção do Next Generation Electronic Attack Unit, processador de ataque eletrônico cujo contrato, concedido à General Dynamics Mission Systems, pode alcançar US$ 184,25 milhões, com trabalhos previstos até setembro de 2032. Já o T-45 Goshawk, em serviço desde 1991 e usado para formar aviadores e oficiais de voo navais, será submetido a um programa de extensão de vida. A Marinha opera 193 unidades e identificou obsolescência em aeronaves, motores e componentes. Uma das primeiras medidas será substituir asas desgastadas por conjuntos previamente inspecionados e reparados, dentro de um esforço que envolve 17 diretivas técnicas.


