Southwest desfaz adensamento de 2012 para ampliar espaço premium
A Southwest Airlines está revertendo uma decisão tomada em 2012 para aumentar a densidade de sua frota de Boeing 737-700. Na época, a companhia instalou assentos mais finos e leves, reduziu ligeiramente o espaço entre fileiras e limitou a reclinação para acrescentar uma fileira à cabine. Com isso, a capacidade dos aviões passou de 137 para 143 assentos. Agora, como parte da adoção de assentos marcados e da criação de um produto com mais espaço para as pernas, a empresa retirou uma fileira desses jatos. A configuração volta a 137 lugares, liberando área para assentos de maior espaço e potencialmente maior receita por passageiro.
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A Southwest Airlines está revertendo uma decisão tomada em 2012 para aumentar a densidade de sua frota de Boeing 737-700. Na época, a companhia instalou assentos mais finos e leves, reduziu ligeiramente o espaço entre fileiras e limitou a reclinação para acrescentar uma fileira à cabine. Com isso, a capacidade dos aviões passou de 137 para 143 assentos. Agora, como parte da adoção de assentos marcados e da criação de um produto com mais espaço para as pernas, a empresa retirou uma fileira desses jatos. A configuração volta a 137 lugares, liberando área para assentos de maior espaço e potencialmente maior receita por passageiro.
O projeto original fazia parte da modernização conhecida como interior “Evolve”, implementada pela Southwest no início da década passada. A companhia investiu aproximadamente US$ 60 milhões na instalação dos novos assentos e estimou que os seis lugares adicionais por aeronave gerariam cerca de US$ 10 milhões anuais em receita extra com passagens. A mudança permitiu elevar a capacidade em aproximadamente 4% sem comprar aviões adicionais. Para uma empresa de baixo custo com cabine única, a ampliação do número de passageiros por voo era uma maneira direta de diluir custos operacionais entre mais pessoas e melhorar a economia de cada operação.
Além do ganho de capacidade, os assentos utilizados no projeto eram mais leves, com redução estimada de cerca de seis libras, ou 2,7 quilos, por assento. A diminuição do peso total poderia contribuir para reduzir o consumo de combustível ao longo do tempo, especialmente em aeronaves mais leves. A Southwest também aproveitou as estruturas existentes dos assentos na maioria dos 737-700, evitando aproximadamente US$ 50 milhões em despesas adicionais. A instalação foi planejada para ocorrer durante manutenções programadas, permitindo concluir as modificações em cerca de dez meses e limitar o tempo de indisponibilidade das aeronaves. A empresa dispunha de recursos próprios e de uma linha de crédito como suporte de liquidez.
O contexto estratégico da companhia mudou após a pandemia de COVID-19. Em dezembro de 2022, uma falha nos sistemas de rede e de remanejamento de tripulações provocou cerca de 16.900 cancelamentos e deixou mais de dois milhões de passageiros afetados. Posteriormente, os reguladores aplicaram uma penalidade civil de US$ 140 milhões, enquanto a empresa foi obrigada a pagar mais de US$ 600 milhões em reembolsos e compensações. O episódio aumentou a pressão sobre a operação e a marca, ao mesmo tempo em que o setor passou a explorar com mais intensidade assentos premium e outras receitas adicionais. Nesse ambiente, a Southwest enfrentou uma campanha da Elliott Investment Management, que declarou uma participação de aproximadamente US$ 1,9 bilhão e cerca de 11% da companhia.
O acordo firmado em outubro de 2024 levou cinco indicados pela Elliott e outro diretor independente ao conselho da Southwest. Gary Kelly aceitou deixar a presidência executiva do conselho antes do previsto, enquanto Bob Jordan permaneceu como diretor-presidente. A pressão dos investidores acelerou iniciativas voltadas a custos e receitas, incluindo a transição do modelo de assentos livres para lugares marcados e opções com espaço adicional. Os retrofits dos 737-700 começaram em maio de 2025, dentro de um programa mais amplo de renovação das cabines, envolvendo aproximadamente 300 aeronaves e sendo concluídos antes do prazo previsto. A retirada da fileira reduz a capacidade bruta, mas cria espaço para vender uma parte da cabine por tarifas superiores, sobretudo porque o interior mais curto do 737-700 oferece pouca margem para instalar uma área de maior espaço sem sacrificar a configuração padrão.

