As quatro maiores bases americanas em presença de bombardeiros
A Força Aérea dos Estados Unidos concentra sua frota de bombardeiros estratégicos em algumas instalações especializadas, com funções que incluem operação, treinamento, manutenção e preparação para a transição tecnológica. Entre as quatro maiores bases destacadas estão Whiteman, Ellsworth, Dyess e Barksdale, que reúnem aeronaves B-2 Spirit, B-1B Lancer e B-52H Stratofortress. A distribuição permite manter capacidades diferentes em locais distintos e, conforme o material indica, reduz a dependência de uma única instalação. Esse arranjo também acompanha a mudança para uma força de ataque de longo alcance baseada na combinação entre plataformas furtivas e bombardeiros capazes de lançar armamentos a distância. O B-21 Raider deverá substituir gradualmente o B-2 e o B-1, enquanto o B-52 passará por uma ampla modernização para permanecer em serviço por décadas.
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A Força Aérea dos Estados Unidos concentra sua frota de bombardeiros estratégicos em algumas instalações especializadas, com funções que incluem operação, treinamento, manutenção e preparação para a transição tecnológica. Entre as quatro maiores bases destacadas estão Whiteman, Ellsworth, Dyess e Barksdale, que reúnem aeronaves B-2 Spirit, B-1B Lancer e B-52H Stratofortress. A distribuição permite manter capacidades diferentes em locais distintos e, conforme o material indica, reduz a dependência de uma única instalação. Esse arranjo também acompanha a mudança para uma força de ataque de longo alcance baseada na combinação entre plataformas furtivas e bombardeiros capazes de lançar armamentos a distância. O B-21 Raider deverá substituir gradualmente o B-2 e o B-1, enquanto o B-52 passará por uma ampla modernização para permanecer em serviço por décadas.
A Base Aérea de Whiteman, no Missouri, é apresentada como a única instalação operacional dos B-2 Spirit. Seus 19 aviões ativos são empregados pelo 509th Bomb Wing, da Força Aérea, e pelo 131st Bomb Wing, da Guarda Nacional Aérea do Missouri. A unidade também foi escolhida para receber a segunda frota operacional do B-21 Raider. Antes de se tornar um centro de bombardeiros, Whiteman abrigava mais de 150 silos de mísseis balísticos intercontinentais Minuteman II, posteriormente desativados no contexto dos esforços de desarmamento nuclear que se seguiram ao fim da União Soviética. O primeiro B-2 operacional chegou à base em 1993, e o 509th Bomb Wing alcançou a capacidade operacional inicial em 1997. Em 1999, a aeronave foi empregada pela primeira vez em combate, em missões de longa duração durante a Operação Allied Force.
Ellsworth, em Dakota do Sul, reúne 19 bombardeiros e abriga o 28th Bomb Wing, responsável por duas das três unidades ativas de B-1B Lancer da Força Aérea. A base deverá se tornar a primeira instalação operacional do B-21, com a chegada das primeiras aeronaves prevista para 2027. Seu espaço aéreo de treinamento, conhecido como PRTC, cobre quatro estados e permite exercícios de grande escala e manobras em baixa altitude. A transformação da base envolve investimentos superiores a US$ 1,5 bilhão para receber a nova aeronave furtiva. O B-1B deverá ser retirado gradualmente: nove aviões estão previstos para deixar o serviço em 2028, outros dez em 2029, e a frota inteira deve ser aposentada até 2036, segundo o planejamento descrito no material.
A Base Aérea de Dyess, no Texas, opera aproximadamente 33 B-1B por meio do 7th Bomb Wing e abriga a única unidade formal de treinamento de tripulações desse modelo na Força Aérea americana. Também foi selecionada como a terceira principal base operacional do B-21. A instalação iniciou obras para receber a nova aeronave, incluindo uma estrutura de planejamento de missão cuja construção está prevista para começar em 2026. A chegada do Raider deverá restabelecer em Dyess a capacidade de empregar armas nucleares, ausente desde a década de 1990. A base compartilha suas operações com o 317th Airlift Wing, descrito como a maior unidade mundial de C-130J Super Hercules. O local apoia cerca de 15 mil pessoas e passa por mais de 20 projetos de infraestrutura associados às exigências do bombardeiro de nova geração.


