F-35B libera míssil Meteor de porão interno pela primeira vez
Um caça F-35B Lightning II realizou pela primeira vez a liberação de um artefato de teste inerte do míssil ar-ar MBDA Meteor a partir de seu porão interno de armas. O ensaio ocorreu em 7 de outubro, na Naval Air Station Patuxent River, em Maryland, e representou uma etapa inicial da integração do armamento europeu ao caça furtivo de decolagem curta e pouso vertical. A atividade não envolveu o disparo de um míssil operacional. O objetivo foi verificar a separação segura do armamento durante o voo e reunir dados para as fases seguintes da campanha de avaliação.
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Um caça F-35B Lightning II realizou pela primeira vez a liberação de um artefato de teste inerte do míssil ar-ar MBDA Meteor a partir de seu porão interno de armas. O ensaio ocorreu em 7 de outubro, na Naval Air Station Patuxent River, em Maryland, e representou uma etapa inicial da integração do armamento europeu ao caça furtivo de decolagem curta e pouso vertical. A atividade não envolveu o disparo de um míssil operacional. O objetivo foi verificar a separação segura do armamento durante o voo e reunir dados para as fases seguintes da campanha de avaliação.
O Meteor é um míssil ar-ar de longo alcance, classificado como armamento além do alcance visual. Antes da integração ao F-35B, o sistema já era empregado por caças como Eurofighter Typhoon, Dassault Rafale e Saab Gripen, conforme o material de origem. A instalação do míssil no porão interno do F-35B busca preservar as características de baixa observabilidade da aeronave, evitando que o armamento permaneça exposto durante determinadas missões. O teste descrito, porém, concentrou-se na liberação do artefato e não demonstrou ainda a capacidade de realizar um lançamento operacional contra um alvo.
Durante o ensaio, o artefato inerte foi ejetado do compartimento interno em condições destinadas a representar um ambiente aerodinâmico complexo. Os dados obtidos deverão ser usados para validar e aperfeiçoar modelos digitais e aerodinâmicos que descrevem o comportamento do armamento no momento de sua separação da aeronave. Esses modelos são empregados para avaliar características de liberação e identificar parâmetros necessários à continuidade da integração entre o míssil e a plataforma F-35B.
A campanha de ensaios deve prosseguir nos próximos meses com diferentes perfis de liberação. Essa sequência pretende examinar a separação segura do Meteor em uma faixa mais ampla de condições operacionais do F-35B antes da realização de disparos reais. O material complementar também menciona que os testes são continuidade de voos realizados no início de 2025 com F-35B e um míssil inerte, ocasião em que foram coletados dados ambientais e de desempenho. O estágio atual permanece, portanto, voltado à coleta e à análise de informações técnicas.
A integração tem como foco atender às futuras necessidades das frotas de F-35B operadas pelo Reino Unido e pela Itália. A combinação do caça furtivo com um míssil ar-ar de longo alcance poderá ampliar as opções de combate aéreo dessas forças, mas o material fornecido apresenta esse resultado como objetivo operacional, e não como capacidade já plenamente certificada. A conclusão dos ensaios de separação, a validação dos modelos e os futuros disparos reais ainda fazem parte do processo necessário para a adoção do armamento.
O F-35B utiliza um porão interno para transportar armas sem comprometer, em determinadas configurações, os requisitos associados à furtividade. A realização do primeiro ensaio de liberação do Meteor nesse compartimento constitui, assim, um marco técnico específico dentro de um programa mais amplo de integração. O teste confirma que a campanha avançou para a avaliação prática da separação do míssil, mas não fornece, por si só, dados sobre desempenho em combate, alcance efetivo ou emprego contra alvos reais. Essas questões dependerão de etapas posteriores e de avaliações adicionais previstas no programa.


