FAA encerra autorizações de voo solo para cerca de 1.250 Cessna Citation
A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) encerrou, com efeito imediato em 29 de setembro, as isenções que permitiam a operação solo de determinados jatos Cessna Citation da série CE-500. A decisão veio após uma auditoria nacional dos provedores de treinamento, realizada na sequência de dois acidentes fatais ocorridos em 2025. Dos 14 provedores analisados, 13 foram considerados em desacordo com as exigências. A agência concluiu que a manutenção das autorizações já não atendia ao interesse da segurança pública, enquanto entidades do setor contestaram a abrangência da medida e solicitaram acesso à análise completa que fundamentou a decisão.
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A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) encerrou, com efeito imediato em 29 de setembro, as isenções que permitiam a operação solo de determinados jatos Cessna Citation da série CE-500. A decisão veio após uma auditoria nacional dos provedores de treinamento, realizada na sequência de dois acidentes fatais ocorridos em 2025. Dos 14 provedores analisados, 13 foram considerados em desacordo com as exigências. A agência concluiu que a manutenção das autorizações já não atendia ao interesse da segurança pública, enquanto entidades do setor contestaram a abrangência da medida e solicitaram acesso à análise completa que fundamentou a decisão.
Os acidentes que impulsionaram a revisão ocorreram em 22 de maio e 18 de dezembro de 2025. No primeiro caso, um Cessna Citation S550 atingiu cabos de energia durante a aproximação em San Diego, matando o piloto e cinco passageiros. Segundo informações preliminares da investigação, o piloto havia sido autorizado a voar sozinho poucos meses antes, e o examinador ligado a um provedor de isenção teria realizado uma verificação inadequada. O segundo acidente envolveu um Citation 550 que transportava o piloto da NASCAR Greg Biffle, familiares e outras pessoas. A aeronave atingiu as luzes de aproximação e caiu antes da pista do aeroporto regional de Statesville, na Carolina do Norte, deixando sete mortos.
A legislação americana, por meio da seção 91.531, exige um segundo em comando em aeronaves certificadas para mais de um piloto ou com peso superior a 12.500 libras. Em 1984, a FAA começou a conceder autorizações especiais para pilotos que cumprissem requisitos adicionais e recebessem endossos específicos. Esse mecanismo permitiu, por cerca de quatro décadas, que proprietários e departamentos de voo operassem determinados jatos executivos sem contratar um copiloto permanente. A auditoria, porém, encontrou treinamento incorreto, verificações incompletas, registros falsificados e atividades realizadas em dispositivos de treinamento não permitidos pelas condições das isenções. Em alguns casos, a designação de examinadores foi encerrada após a identificação de documentação fraudulenta.
A revisão também considerou acidentes envolvendo aeronaves da série CE-500 ao longo de 18 anos. De acordo com o material, jatos dessa família operados por um único piloto registraram aproximadamente o dobro de ocorrências em comparação com aeronaves semelhantes certificadas originalmente para dois pilotos. A FAA entendeu que as falhas encontradas na rede de treinamento comprometiam a demonstração de um nível de segurança equivalente ao de uma tripulação convencional. Por isso, em vez de aplicar sanções individuais ou limitar a retirada das autorizações aos operadores irregulares, a agência cancelou o caminho regulatório como um todo. A investigação final dos acidentes ainda está a cargo do Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos Estados Unidos.