Gulfstream renova acreditação ambiental e reduz emissões operacionais
A Gulfstream renovou sua acreditação no programa Sustainable Flight Department Accreditation, iniciativa da NBAA voltada à avaliação de práticas ambientais na aviação executiva. A fabricante informou que apresentou avanços em quatro áreas: operações de voo, atividades de apoio em solo, infraestrutura e gestão operacional. A empresa havia sido a primeira do setor a conquistar o reconhecimento nas quatro categorias e tornou-se também a primeira a obter a reacreditação. Os indicadores divulgados usam 2019 como ano de referência, permitindo comparar a evolução das medidas adotadas ao longo do período. Entre os resultados estão reduções no consumo de combustível, nas emissões operacionais e no uso de recursos em diferentes frentes da companhia.
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- Fonte
- AERO Magazine
- Data
- 22 de outubro de 2026 às 03:57 UTC
- Categoria
- Aviacao Executiva (AVE)
- Maturidade
- Materia
- Geolocalização editorial
- Las Vegas · 36.1699, -115.1398

A Gulfstream renovou sua acreditação no programa Sustainable Flight Department Accreditation, iniciativa da NBAA voltada à avaliação de práticas ambientais na aviação executiva. A fabricante informou que apresentou avanços em quatro áreas: operações de voo, atividades de apoio em solo, infraestrutura e gestão operacional. A empresa havia sido a primeira do setor a conquistar o reconhecimento nas quatro categorias e tornou-se também a primeira a obter a reacreditação. Os indicadores divulgados usam 2019 como ano de referência, permitindo comparar a evolução das medidas adotadas ao longo do período. Entre os resultados estão reduções no consumo de combustível, nas emissões operacionais e no uso de recursos em diferentes frentes da companhia.
Na frota utilizada pelo departamento de voo, a Gulfstream registrou queda de 44% no consumo de combustível e nas emissões associadas às operações, em comparação com o ano-base informado. A intensidade de emissões por hora voada melhorou 21%, indicador que relaciona a quantidade emitida ao tempo de operação. A empresa também informou que o uso de combustível sustentável de aviação, conhecido pela sigla SAF, contribuiu em 2025 para evitar aproximadamente 720 toneladas métricas de dióxido de carbono. O dado está relacionado ao combustível utilizado nas operações da companhia e integra o conjunto de medidas consideradas no processo de avaliação ambiental.
As ações de sustentabilidade também alcançaram as atividades realizadas em solo. Segundo os dados apresentados, as emissões dessa área diminuíram 18%, resultado associado à adoção de rebocadores e veículos de apoio elétricos. Na infraestrutura, a intensidade de emissões por metro quadrado das instalações caiu 25%. Mais de 213 mil metros quadrados de unidades da Gulfstream possuem certificações LEED ou BREEAM, sistemas internacionais que avaliam aspectos como eficiência energética, desempenho ambiental e características sustentáveis de edificações. O material não informa a distribuição dessas certificações entre as unidades, mas relaciona sua existência à estratégia ambiental apresentada pela empresa.
Outro indicador analisado foi o deslocamento aéreo de funcionários. A Gulfstream afirmou que as emissões ligadas a essas viagens diminuíram 43%, enquanto o índice de emissões por empregado apresentou melhora de 55%. Esses números ampliam a avaliação para além dos voos realizados pela frota do departamento, incluindo uma atividade corporativa relacionada à mobilidade dos trabalhadores. O programa considera justamente diferentes dimensões da operação, combinando dados de voo, suporte em terra, instalações e gestão. Dessa forma, a reacreditação não se limita a um único equipamento ou combustível, mas resulta da análise de um conjunto de práticas e indicadores ambientais apresentados pela organização.
A administração do programa passou à 4AIR após uma parceria estratégica anunciada com a NBAA em março. A empresa é responsável pela supervisão técnica, pela validação independente dos dados e pela avaliação dos indicadores fornecidos pelos participantes. Em paralelo, a Gulfstream e a Rolls-Royce vêm associando o uso de SAF a campanhas de testes em voo voltadas à medição de emissões em alta altitude e de partículas relacionadas à formação de trilhas de condensação. Os materiais complementares descrevem voos com SAF puro e ensaios em altitudes de até 50 mil pés, mas não apresentam um percentual consolidado de redução para esses efeitos específicos. A Gulfstream declarou que pretende manter investimentos em eficiência operacional, SAF e tecnologias de menor impacto ambiental, em linha com a meta setorial de neutralidade líquida de carbono até 2050.
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