Tornado danifica aeroporto de Chapecó e suspende voos
Um tornado atingiu Chapecó, no oeste de Santa Catarina, na manhã de quarta-feira, 4 de novembro, e provocou danos na estrutura do Aeroporto Serafim Enoss Bertaso, principal terminal aéreo da região. As operações de pouso e decolagem foram interrompidas, inicialmente por tempo indeterminado, após o fenômeno afetar instalações do aeroporto e tornar inseguras as condições para a continuidade do tráfego aéreo. O episódio também alterou a programação de voos comerciais da Gol Linhas Aéreas e da Azul Linhas Aéreas. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, os ventos associados ao tornado ultrapassaram 120 km/h.
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Um tornado atingiu Chapecó, no oeste de Santa Catarina, na manhã de quarta-feira, 4 de novembro, e provocou danos na estrutura do Aeroporto Serafim Enoss Bertaso, principal terminal aéreo da região. As operações de pouso e decolagem foram interrompidas, inicialmente por tempo indeterminado, após o fenômeno afetar instalações do aeroporto e tornar inseguras as condições para a continuidade do tráfego aéreo. O episódio também alterou a programação de voos comerciais da Gol Linhas Aéreas e da Azul Linhas Aéreas. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, os ventos associados ao tornado ultrapassaram 120 km/h.
A suspensão atingiu tanto chegadas quanto partidas e exigiu a interrupção de deslocamentos que já estavam em andamento. Dois voos procedentes do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, tiveram de abandonar a aproximação de Chapecó e retornar ao aeroporto de origem por causa das condições meteorológicas na região. As operações envolviam aeronaves da Gol e da Azul. A paralisação ocorreu durante uma tempestade mais ampla que atingiu o Oeste catarinense, com registros de danos em diferentes pontos e condições consideradas inadequadas para a operação regular do terminal.
A concessionária responsável pelo aeroporto confirmou a suspensão das atividades e informou que seriam necessárias inspeções e avaliações da infraestrutura antes de uma eventual retomada. Em uma atualização posterior, a prefeitura indicou que pousos e decolagens permaneceriam suspensos até sexta-feira, 6 de novembro. As informações disponíveis também apontavam que não havia, no momento da apuração, uma previsão imediata de normalização. A concessionária orientou que os passageiros afetados procurassem diretamente as companhias aéreas para obter informações sobre cancelamentos, remarcações ou alternativas de viagem.
Entre as aeronaves afetadas estava um Airbus A320neo da Azul, de matrícula PR-YYL. O avião havia pousado em Chapecó por volta das 9h45, procedente de Campinas, no interior de São Paulo. A aeronave se preparava para realizar o voo AD4274 de retorno quando o fenômeno atingiu a área do aeroporto e levou à restrição das operações. Posteriormente, esse voo foi cancelado. O caso ilustra como a interrupção do terminal afetou não apenas aeronaves que ainda se dirigiam à cidade, mas também aviões que já haviam pousado e aguardavam autorização para decolar.
Os danos registrados no aeroporto incluíram estruturas atingidas ou arrancadas pela força do temporal, conforme os relatos sobre o evento. A interrupção das atividades ocorreu enquanto havia previsão de continuidade de condições adversas em partes de Santa Catarina, incluindo novas rajadas de vento, raios e possibilidade de alagamentos. Diante desse cenário, a avaliação técnica da infraestrutura passou a ser uma etapa necessária antes da reabertura. As informações disponíveis não confirmavam, no momento da publicação, a retomada dos voos nem apresentavam uma previsão definitiva para o restabelecimento completo das operações.
