Emirates investe US$ 2 bilhões para enfrentar a Riyadh Air
A Emirates prepara uma resposta de US$ 2 bilhões ao avanço da Riyadh Air, nova companhia aérea saudita respaldada pelo Fundo de Investimento Público do país. Com vendas de passagens e operações comerciais programadas já lançadas, a empresa pretende alcançar mais de 100 destinos até 2030. O movimento amplia a disputa pela liderança no transporte internacional de passageiros entre Oriente e Ocidente, espaço historicamente dominado pelo modelo de conexão da Emirates em Dubai. Em vez de recorrer principalmente a uma guerra de preços, a companhia dos Emirados Árabes Unidos concentra sua defesa na modernização da frota, na ampliação da experiência de bordo e na preservação da fidelidade de passageiros de alto valor.
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A Emirates prepara uma resposta de US$ 2 bilhões ao avanço da Riyadh Air, nova companhia aérea saudita respaldada pelo Fundo de Investimento Público do país. Com vendas de passagens e operações comerciais programadas já lançadas, a empresa pretende alcançar mais de 100 destinos até 2030. O movimento amplia a disputa pela liderança no transporte internacional de passageiros entre Oriente e Ocidente, espaço historicamente dominado pelo modelo de conexão da Emirates em Dubai. Em vez de recorrer principalmente a uma guerra de preços, a companhia dos Emirados Árabes Unidos concentra sua defesa na modernização da frota, na ampliação da experiência de bordo e na preservação da fidelidade de passageiros de alto valor.
A disputa ocorre em um momento financeiramente favorável para a Emirates. A companhia informou lucro anual recorde de AED 22,8 bilhões, equivalente a US$ 6,2 bilhões, no exercício encerrado em 31 de março de 2026. Esse resultado amplia sua capacidade de investir no produto enquanto a Riyadh Air conta com o respaldo da Estratégia Nacional de Aviação da Arábia Saudita. O material caracteriza o confronto como algo mais amplo que uma rivalidade comercial, pois as duas empresas participam de uma corrida para transformar seus respectivos países em grandes centros de conexão aérea. Rotas anunciadas pela companhia saudita para Londres Heathrow e Manchester podem disputar diretamente passageiros que hoje utilizam Dubai em seus deslocamentos entre diferentes regiões do mundo.
O núcleo do plano da Emirates é um programa acelerado de renovação de interiores que alcançará 219 aeronaves de fuselagem larga, entre Airbus A380 e Boeing 777. Os trabalhos envolvem a retirada e a reconstrução de componentes como assentos, carpetes e painéis, com o objetivo de estabelecer configurações mais consistentes nas rotas de longo curso. A companhia também amplia a presença da classe econômica premium, segmento destinado a viajantes dispostos a pagar mais por conforto, mas que não necessariamente comprariam uma passagem de classe executiva. A Riyadh Air, por sua vez, planeja operar seus Boeing 787-9 com quatro classes de serviço desde o início, indicando que a disputa incluirá diferentes faixas de passageiros corporativos e de lazer.
A estratégia da Emirates inclui ainda elementos de serviço que não se limitam à configuração física da cabine. A companhia iniciou a distribuição da 18ª versão de seus kits de amenidades Bvlgari em determinadas rotas de longo curso, com versões adaptadas à classe e ao gênero do passageiro. Na primeira classe feminina, por exemplo, o kit inclui um frasco de 30 mililitros do perfume Le Gemme Sahare Eau de Parfum. O material também menciona o uso de tecidos reciclados e embalagens de papel kraft, combinando a proposta de luxo com componentes de sustentabilidade. Esses recursos são apresentados como instrumentos para manter passageiros frequentes e clientes de alto poder aquisitivo diante de uma concorrente que chega ao mercado com aeronaves e sistemas novos.


