Testes com drones ampliam ala aérea híbrida do HMS Queen Elizabeth
A Marinha Real britânica avançou no desenvolvimento de uma ala aérea híbrida para seus porta-aviões ao realizar, em meados de outubro, testes com sistemas não tripulados a bordo do HMS Queen Elizabeth. A atividade combinou operações de caças F-35B tripulados com o lançamento de drones Nyan, destinados a missões de ataque de mão única, e a operação de uma aeronave Tekever AR5, voltada a funções logísticas, de reconhecimento e apoio operacional. Segundo a Marinha Real, os ensaios no Atlântico Norte demonstraram como plataformas autônomas podem atuar ao lado de aeronaves de combate furtivas e ampliar a flexibilidade dos grupos aeronaval britânicos.
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A Marinha Real britânica avançou no desenvolvimento de uma ala aérea híbrida para seus porta-aviões ao realizar, em meados de outubro, testes com sistemas não tripulados a bordo do HMS Queen Elizabeth. A atividade combinou operações de caças F-35B tripulados com o lançamento de drones Nyan, destinados a missões de ataque de mão única, e a operação de uma aeronave Tekever AR5, voltada a funções logísticas, de reconhecimento e apoio operacional. Segundo a Marinha Real, os ensaios no Atlântico Norte demonstraram como plataformas autônomas podem atuar ao lado de aeronaves de combate furtivas e ampliar a flexibilidade dos grupos aeronaval britânicos.
O Nyan foi lançado pela primeira vez a partir do convés de voo do HMS Queen Elizabeth durante essa campanha. Desenvolvido e fabricado pela Callen-Lenz, empresa sediada em Wiltshire e vinculada à BAE Systems, o sistema é descrito como um efeito de mão única de baixo custo para missões de ataque de precisão. A aeronave não tripulada tem envergadura de 2,9 metros e foi projetada para ser lançada por trilho. O teste procurou verificar a integração segura do equipamento com uma grande plataforma marítima e sua capacidade de operar em um ambiente de porta-aviões junto aos F-35B.
Informações divulgadas sobre a atividade indicam que quatro lançamentos do Nyan foram realizados no exercício Neptune Reach B, com os quatro drones atingindo os pontos de ataque designados. O material também relaciona os ensaios ao Project Vantage, iniciativa que reúne a Marinha Real, o Exército britânico e a Força Aérea Real para acelerar a avaliação e a possível introdução de drones de ataque marítimo. Os resultados apresentados não detalham, porém, parâmetros completos de desempenho, alcance, sistemas de orientação ou condições específicas de cada lançamento. Assim, o principal resultado confirmado é a demonstração da operação do Nyan a partir do porta-aviões.
Na mesma série de testes, o HMS Queen Elizabeth recebeu pela primeira vez uma aeronave não tripulada de asa fixa Tekever AR5 no âmbito do Heavy Lift Challenge 3. Com cerca de sete metros de envergadura e capacidade de transportar até 80 quilos, o modelo pode ser empregado em tarefas de logística, reconhecimento e apoio a missões operacionais. A avaliação examinou como uma plataforma desse porte pode ser utilizada a partir de um porta-aviões, acrescentando recursos de transporte e coleta de informações à composição da ala aérea. A atividade contou com especialistas das Forças Armadas britânicas e da indústria.
A Marinha Real enquadrou os experimentos em uma concepção mais ampla de ala aérea mista, na qual aeronaves tripuladas e sistemas autônomos compartilham a mesma estrutura de emprego. Nesse arranjo, drones de inteligência, vigilância, aquisição de alvos e reconhecimento podem apoiar sistemas de ataque, enquanto plataformas logísticas ampliam a capacidade de transporte e sustentação do navio. O objetivo declarado é aumentar a flexibilidade e as capacidades dos porta-aviões britânicos sem limitar sua operação aos meios tripulados tradicionais. Os testes anteriores do Nyan a partir do navio de experimentação XV Patrick Blackett, também realizados em 2026, serviram como etapa adicional no processo de avaliação antes da atividade no Queen Elizabeth.


