Manaus Airport Cargo reforça preparação para a seca no Amazonas
O Manaus Airport Cargo está se preparando para o período de seca no Amazonas, quando a redução do nível dos rios pode limitar a navegação e dificultar o transporte fluvial de mercadorias. Diante desse cenário, o terminal administrado pela Concessionária dos Aeroportos da Amazônia, integrante da rede VINCI Airports, acompanha a possível elevação da demanda por transporte aéreo e avalia a capacidade disponível para absorver operações adicionais. A preparação busca preservar a circulação de cargas no estado e responder às mudanças nos fluxos logísticos provocadas pela estiagem, sem antecipar um volume específico de crescimento.
Aeroflap3 min de leitura
Use para compartilhar ou copiar a URL canônica da matéria.
Imagem editorial indisponível
Esta matéria ainda não possui imagem de destaque validada pela redação.
O Manaus Airport Cargo está se preparando para o período de seca no Amazonas, quando a redução do nível dos rios pode limitar a navegação e dificultar o transporte fluvial de mercadorias. Diante desse cenário, o terminal administrado pela Concessionária dos Aeroportos da Amazônia, integrante da rede VINCI Airports, acompanha a possível elevação da demanda por transporte aéreo e avalia a capacidade disponível para absorver operações adicionais. A preparação busca preservar a circulação de cargas no estado e responder às mudanças nos fluxos logísticos provocadas pela estiagem, sem antecipar um volume específico de crescimento.
O planejamento envolve o monitoramento contínuo da demanda e a identificação de necessidades adicionais apresentadas pelo mercado. Para isso, a concessionária prevê articulação com companhias aéreas, empresas cargueiras, órgãos públicos, agentes de carga e importadores. A intenção é reunir informações sobre a capacidade operacional e ajustar as respostas conforme evoluam as condições de navegabilidade dos rios. Segundo o material complementar, esse tipo de preparação integra o trabalho cotidiano do terminal diante da sazonalidade amazônica, que pode alterar a distribuição das mercadorias entre os diferentes modais de transporte.
Dependendo da intensidade das restrições fluviais, a movimentação poderá combinar trechos aéreos, rodoviários e fluviais. Essa alternativa multimodal permite adaptar o percurso das cargas às condições de cada trecho, embora o material não detalhe rotas específicas, volumes previstos ou prazos de operação. A estratégia também considera a necessidade de acompanhar mudanças nos fluxos logísticos e de identificar previamente eventuais gargalos. O objetivo informado é manter o fluxo de mercadorias durante a estiagem por meio de soluções coordenadas entre os participantes da cadeia de transporte.
O tema foi discutido em um encontro sobre soluções para a estiagem de 2026, promovido pelas comissões de logística e comércio exterior do CIEAM. Representantes dos setores portuário, aeroportuário e aduaneiro participaram das discussões sobre alternativas para reduzir os efeitos da seca. A articulação entre esses segmentos é relevante porque as limitações de um modal podem aumentar a pressão sobre os demais, exigindo ajustes na capacidade de armazenagem, no transporte e nos procedimentos associados à movimentação de cargas. O material, contudo, não informa quais medidas definitivas foram aprovadas no encontro.
Informações complementares indicam que a seca já vinha impondo restrições em trechos de navegação e levando armadores a reduzir a carga dos contêineres para viabilizar as viagens. Obras de dragagem realizadas pelo Dnit entre Itacoatiara e Manaus teriam ampliado em 1,2 metro a profundidade daquele trecho, enquanto a Antaq aprovou operações excepcionais para terminais temporários do Grupo Chibatão, Super Terminais e Ageo Novo Remanso. Essas iniciativas mostram que a resposta à estiagem envolve diferentes pontos da infraestrutura logística, mas não permitem concluir que o aeroporto substituirá o transporte fluvial em larga escala.


