UPS troca frota de MD-11 por 18 cargueiros Boeing 767F
A UPS Airlines decidiu aposentar sua frota de 27 cargueiros McDonnell Douglas MD-11 e substituí-la por aeronaves Boeing 767-300F, incluindo 18 unidades mencionadas no sinal. A mudança ocorreu após o acidente do voo UPS 2976, em novembro de 2025, no aeroporto internacional de Louisville Muhammad Ali, que matou integrantes da tripulação e pessoas em solo. Embora a segurança tenha sido um fator relevante, o material indica que a decisão também foi determinada por razões econômicas. O 767 transporta menos carga e oferece menor volume total, mas consome significativamente menos combustível e se adapta melhor ao perfil atual do transporte expresso.
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- Fonte
- Simple Flying
- Data
- 27 de outubro de 2026 às 13:16 UTC
- Categoria
- Carga e Logistica (CRG)
- Maturidade
- Materia
- Geolocalização editorial
- Boeing Everett Factory (767/777/777X) · 47.9253, -122.2010

A UPS Airlines decidiu aposentar sua frota de 27 cargueiros McDonnell Douglas MD-11 e substituí-la por aeronaves Boeing 767-300F, incluindo 18 unidades mencionadas no sinal. A mudança ocorreu após o acidente do voo UPS 2976, em novembro de 2025, no aeroporto internacional de Louisville Muhammad Ali, que matou integrantes da tripulação e pessoas em solo. Embora a segurança tenha sido um fator relevante, o material indica que a decisão também foi determinada por razões econômicas. O 767 transporta menos carga e oferece menor volume total, mas consome significativamente menos combustível e se adapta melhor ao perfil atual do transporte expresso.
O voo UPS 2976 partiu de Louisville com destino a Honolulu e sofreu o acidente em 4 de novembro de 2025, depois que o motor esquerdo se separou durante a corrida de decolagem. Segundo o conteúdo fornecido, 15 pessoas morreram. Após o evento, a Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos determinou, em 8 de novembro, o aterramento dos MD-11 operados pela UPS, pela FedEx e pela Western Global, enquanto eram realizadas inspeções e avaliadas possíveis correções para toda a frota. O relatório preliminar do Conselho Nacional de Segurança nos Transportes identificou trincas por fadiga no conjunto de fixação do motor esquerdo, incluindo um rolamento esférico.
A investigação também apontou que o componente havia sido mencionado em uma comunicação de serviço da Boeing de 2011, após falhas registradas em três aeronaves. As conclusões definitivas sobre o acidente ainda não haviam sido publicadas, e o material afirma que os órgãos reguladores continuavam examinando a forma como as inspeções foram conduzidas. Avaliações posteriores encontraram defeitos semelhantes em outros aviões, especialmente em componentes do rolamento e nas estruturas traseiras do suporte do motor. A FAA determinou medidas corretivas provisórias, inspeções mais frequentes e verificações não visuais para reduzir o risco de que fraturas por tensão permanecessem ocultas.
A UPS decidiu não realizar os reparos necessários para recolocar seus MD-11 em serviço. A empresa avaliou que os testes não destrutivos exigiriam a retirada temporária de mais de duas dezenas de aviões, com meses de indisponibilidade e a possibilidade de novas falhas serem descobertas. O conteúdo estima que a companhia assumiu uma perda próxima de US$ 140 milhões ao abandonar a frota e relata custos adicionais de aproximadamente US$ 50 milhões em arrendamentos durante o quarto trimestre para compensar a redução de capacidade. A FedEx adotou estratégia diferente, realizando substituições e inspeções e retomando as operações com seus trijatos atualizados.
O MD-11F oferece cerca de 25% mais volume que o 767-300F e pode transportar aproximadamente 200.151 libras de carga estrutural, contra 116.800 libras do modelo da Boeing. Também dispõe de 26 posições de paletes no convés principal, duas a mais que o 767, além de maior alcance com carga máxima. Entretanto, o 767 apresenta consumo de combustível cerca de 35% menor, utiliza dois motores em vez de três e tem custos operacionais e de manutenção mais baixos. Seu volume total é de 15.469 pés cúbicos, contra 17.606 do MD-11F, uma diferença considerada menos relevante no transporte expresso.
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