Emirates amplia voos cargueiros na América do Sul
A Emirates SkyCargo incorporou sete frequências semanais de cargueiros em sua operação na América do Sul desde março de 2026. O reforço contempla três voos adicionais para Buenos Aires, dois para São Paulo, um para Bogotá e outro para Quito. A expansão elevou a capacidade disponível para o transporte de exportações de Argentina, Brasil, Colômbia e Equador, mercados nos quais a companhia registrou aumento dos volumes movimentados. No período analisado, o crescimento anual informado foi de 57% na Argentina, 22% no Brasil, 18% na Colômbia e 14% no Equador. A empresa relaciona a ampliação ao avanço da demanda por transporte aéreo de cargas na região.
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- Fonte
- AERO Magazine
- Data
- 28 de outubro de 2026 às 21:57 UTC
- Categoria
- Carga e Logistica (CRG)
- Maturidade
- Nota
- Geolocalização editorial
- São Paulo · -23.5505, -46.6333

A Emirates SkyCargo incorporou sete frequências semanais de cargueiros em sua operação na América do Sul desde março de 2026. O reforço contempla três voos adicionais para Buenos Aires, dois para São Paulo, um para Bogotá e outro para Quito. A expansão elevou a capacidade disponível para o transporte de exportações de Argentina, Brasil, Colômbia e Equador, mercados nos quais a companhia registrou aumento dos volumes movimentados. No período analisado, o crescimento anual informado foi de 57% na Argentina, 22% no Brasil, 18% na Colômbia e 14% no Equador. A empresa relaciona a ampliação ao avanço da demanda por transporte aéreo de cargas na região.
São Paulo passou a contar com quatro serviços semanais operados por aeronaves exclusivamente cargueiras. Duas dessas frequências foram adicionadas ao longo de 2026, dobrando a oferta semanal mencionada para o mercado paulista. A expansão em Guarulhos ampliou as opções de conexão entre exportadores brasileiros e os destinos atendidos pela rede internacional da Emirates SkyCargo. No primeiro semestre do ano fiscal de 2026/2027, as exportações brasileiras transportadas pela companhia cresceram 22% em relação ao período anterior. Esse resultado veio depois de uma alta de 11% entre os anos fiscais de 2024/2025 e 2025/2026, indicando uma sequência de crescimento no fluxo de cargas originadas no país.
Desde abril de 2024, a Emirates SkyCargo transportou quase 20 mil toneladas de cargas de exportação provenientes do Brasil para diferentes destinos de sua rede. Considerando os quatro mercados sul-americanos destacados pela companhia, o volume de produtos perecíveis movimentado no mesmo intervalo chegou a aproximadamente 80 mil toneladas. Cerca de 66 mil toneladas desse total eram flores, o que evidencia a importância de cargas com exigência de conservação e rapidez no deslocamento. Entre abril e outubro, foram transportadas mais de 22 mil toneladas de exportações originadas na América do Sul, volume 18% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior.
Alimentos frescos e flores estão entre os principais produtos enviados pela operação regional. Para esse tipo de carga, a Emirates SkyCargo utiliza transporte com controle de temperatura, recurso destinado a preservar as condições dos produtos durante o percurso até os mercados consumidores. O material disponível não detalha os destinos finais de cada categoria nem apresenta a divisão dos volumes por produto, mas relaciona o crescimento das exportações à procura por soluções de transporte aéreo adequadas a mercadorias perecíveis. A combinação entre novas frequências e capacidade específica para cargas sensíveis amplia a infraestrutura disponível aos exportadores dos quatro países mencionados.
A expansão da malha ocorreu paralelamente ao crescimento da frota dedicada ao transporte de carga. Desde março, a empresa recebeu sete Boeing 777 de produção configurados para operações cargueiras e incorporou seu primeiro 777-300ERSF, modelo convertido a partir de uma aeronave originalmente destinada ao transporte de passageiros. A frota de cargueiros dedicados deverá chegar a 23 aeronaves até o fim de março de 2027. O cronograma informado associa a chegada dos aviões ao aumento gradual da capacidade operacional, embora o material não especifique quais aeronaves serão destinadas a cada rota sul-americana.
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