Airbus nega aposentadoria do primeiro A380 após voo de testes
O Airbus A380 identificado pelo registro F-WWOW, primeiro exemplar produzido do modelo, não foi aposentado após realizar um voo de testes de 96 minutos na região sudoeste da França. A aeronave decolou e pousou no aeroporto de Toulouse-Blagnac, e a atividade provocou rumores de que teria sido seu último voo. A Airbus esclareceu, porém, que o voo marcou apenas o encerramento da campanha de testes mais recente. Segundo a fabricante, os próximos passos para o MSN1, como o avião também é conhecido, ainda estão sendo avaliados. Dessa forma, o futuro imediato da aeronave permanece indefinido, mas não há confirmação de retirada definitiva de serviço.
Simple Flying3 min de leitura
Use para compartilhar ou copiar a URL canônica da matéria.

O Airbus A380 identificado pelo registro F-WWOW, primeiro exemplar produzido do modelo, não foi aposentado após realizar um voo de testes de 96 minutos na região sudoeste da França. A aeronave decolou e pousou no aeroporto de Toulouse-Blagnac, e a atividade provocou rumores de que teria sido seu último voo. A Airbus esclareceu, porém, que o voo marcou apenas o encerramento da campanha de testes mais recente. Segundo a fabricante, os próximos passos para o MSN1, como o avião também é conhecido, ainda estão sendo avaliados. Dessa forma, o futuro imediato da aeronave permanece indefinido, mas não há confirmação de retirada definitiva de serviço.
O F-WWOW é utilizado pela Airbus há mais de duas décadas como plataforma experimental. Inicialmente, participou do desenvolvimento e da certificação do próprio A380, contribuindo para a avaliação do maior avião de passageiros produzido em série. Depois, continuou em atividade como laboratório voador para novas tecnologias e modificações aplicadas pela fabricante. A Airbus afirma que realiza melhorias de maneira contínua, regular e preventiva em seus aviões, e informou que a campanha concluída recentemente envolveu uma aeronave equipada com atualizações. O voo circular mais recente, portanto, esteve relacionado a esse programa de avaliações, e não a uma despedida operacional confirmada.
Dados de acompanhamento indicam que o avião saiu de Toulouse-Blagnac às 10h27, no horário local, e retornou ao mesmo aeroporto às 12h03. Durante pouco mais de uma hora e meia, permaneceu voando sobre o sudoeste francês. A circulação de informações nas redes após o pouso levou à interpretação de que a aeronave havia realizado sua última operação. A declaração da Airbus corrigiu essa leitura ao distinguir o fim de uma série específica de testes da aposentadoria do avião. A fabricante não apresentou, no material disponível, um calendário para a próxima missão nem uma data para eventual retirada definitiva do F-WWOW.
Ao longo de sua carreira, o primeiro A380 também foi empregado em avaliações relacionadas a outros programas da Airbus. Depois de servir como aeronave central nos ensaios do A380, ele atuou como plataforma para testar motores Rolls-Royce destinados ao A350. Em 2022, o avião foi utilizado em uma operação com combustível sustentável de aviação, conhecido pela sigla SAF. A Airbus também já sinalizou a possibilidade de usar o A380 em testes de tecnologia de motores de rotor aberto. A ideia ainda estava em avaliação, e a empresa indicou que pretende verificar em voo os benefícios esperados, sem informar mudança no cronograma mencionado para essa tecnologia.
A aeronave realizou seu primeiro voo em 27 de abril de 2005 e permaneceu sob propriedade da Airbus durante toda a trajetória. Embora tenha conservado a pintura de fábrica por mais de 20 anos, recebeu alterações visuais, incluindo um adesivo comemorativo dos 50 anos da fabricante aplicado em 2019. O avião passou por períodos de armazenamento entre campanhas: um deles ocorreu de fevereiro de 2017 a janeiro de 2019, outros foram registrados entre setembro de 2019 e janeiro de 2021 e entre maio de 2022 e março de 2025. Após a campanha mais recente, voltou a ficar armazenado. A Airbus descreve o uso do A380 como conveniente para testar motores grandes, mas também reconhece que manter uma plataforma desse porte é caro. O material complementar também mostra que companhias aéreas vêm antecipando a retirada de suas frotas de A380, embora isso não represente uma decisão da Airbus sobre o F-WWOW.


