Gol nega cancelamentos em massa de voos para o Nordeste
A Gol negou que tenha realizado um cancelamento em massa de voos com destino ao Nordeste às vésperas do segundo turno das eleições, após a circulação de publicações nas redes sociais. A empresa afirmou que apenas o voo G3 1979, entre Porto Alegre e Salvador, foi cancelado no sábado. Segundo a companhia, a suspensão ocorreu por problemas técnicos identificados na aeronave. Os passageiros afetados foram reacomodados de acordo com as regras aplicáveis ao transporte aéreo. A versão apresentada pela empresa contrariou as acusações de que diversos voos partindo do Sul teriam sido suspensos de forma coordenada ou generalizada naquele período.
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A Gol negou que tenha realizado um cancelamento em massa de voos com destino ao Nordeste às vésperas do segundo turno das eleições, após a circulação de publicações nas redes sociais. A empresa afirmou que apenas o voo G3 1979, entre Porto Alegre e Salvador, foi cancelado no sábado. Segundo a companhia, a suspensão ocorreu por problemas técnicos identificados na aeronave. Os passageiros afetados foram reacomodados de acordo com as regras aplicáveis ao transporte aéreo. A versão apresentada pela empresa contrariou as acusações de que diversos voos partindo do Sul teriam sido suspensos de forma coordenada ou generalizada naquele período.
As informações disponíveis sobre o número total de cancelamentos variam conforme o recorte considerado. Em uma nota mencionada no material inicial, a Anac registrou apenas o voo G3 1979, da Gol, como cancelado por problemas técnicos, com a indicação de que os passageiros receberam a assistência e a reacomodação previstas na regulamentação. Essa descrição sustenta a negativa da companhia sobre a existência de uma paralisação ampla de sua operação para o Nordeste. Também não há, nessa versão, confirmação de outros cancelamentos atribuídos à Gol no mesmo contexto.
Uma apuração complementar da Anac, porém, informou quatro voos com destino ao Nordeste cancelados entre sábado e domingo. Além do trecho da Gol entre Porto Alegre e Salvador, foram citados dois voos da Azul, com origem em Brasília e Maceió e destino a Recife, e um voo da Latam entre Guarulhos e Maceió. Esses registros envolvem três empresas e diferentes aeroportos, o que distingue os cancelamentos pontuais identificados pela agência da alegação de que a Gol teria suspendido em massa os voos que sairiam de Porto Alegre.
A agência reguladora afirmou acompanhar a reacomodação dos passageiros atingidos pelos cancelamentos registrados no período. A informação indica que houve monitoramento dos casos individuais e da prestação de assistência aos viajantes, sem confirmação, no material fornecido, de uma interrupção generalizada da malha aérea. A Anac também declarou não ter identificado, até aquele momento, irregularidades no funcionamento geral do tráfego aéreo nacional. Assim, os dados disponíveis apontam para ocorrências específicas envolvendo voos de diferentes companhias, e não para uma paralisação nacional ou para uma suspensão abrangente atribuída exclusivamente à Gol.
O episódio ocorreu em meio à intensa circulação de boatos nas redes sociais sobre a operação aérea durante o fim de semana do segundo turno das eleições. As publicações acusavam a Gol de cancelar em massa voos entre Porto Alegre e destinos nordestinos e relatavam prejuízos para passageiros. A empresa contestou essa narrativa e delimitou o caso ao voo G3 1979, enquanto os dados complementares da Anac apontaram quatro cancelamentos para o Nordeste no intervalo analisado, distribuídos entre Gol, Azul e Latam. A diferença entre os registros reforça a necessidade de separar o caso específico da Gol do total de voos cancelados por várias empresas.


