Loganair encerra ameaça de greve após acordo salarial de dois anos
A Loganair afastou a ameaça de greve entre seus comissários de bordo depois que a categoria aprovou uma proposta salarial aprimorada, válida por dois anos. O acordo prevê aumento de 8% no salário-base com efeito retroativo a 1º de abril de 2026 e outro reajuste de 8% a partir de 1º de abril de 2027. A aprovação encerra uma disputa trabalhista que já havia levado os tripulantes a votar favoravelmente à possibilidade de ação industrial, embora nenhuma paralisação tivesse sido oficialmente marcada. Com o entendimento, a companhia regional britânica informou que não haverá interrupções relacionadas a essa negociação salarial.
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A Loganair afastou a ameaça de greve entre seus comissários de bordo depois que a categoria aprovou uma proposta salarial aprimorada, válida por dois anos. O acordo prevê aumento de 8% no salário-base com efeito retroativo a 1º de abril de 2026 e outro reajuste de 8% a partir de 1º de abril de 2027. A aprovação encerra uma disputa trabalhista que já havia levado os tripulantes a votar favoravelmente à possibilidade de ação industrial, embora nenhuma paralisação tivesse sido oficialmente marcada. Com o entendimento, a companhia regional britânica informou que não haverá interrupções relacionadas a essa negociação salarial.
Os trabalhadores são representados pelo sindicato Unite, que participou das negociações com a empresa durante o processo de consulta sobre uma possível greve. A proposta inicialmente apresentada pela Loganair havia sido considerada insuficiente e rejeitada em uma votação interna, cenário que abriu caminho para a análise de medidas de pressão. Segundo as informações disponíveis, a nova oferta foi apresentada depois de tratativas contínuas e incluiu concessões financeiras adicionais. O sindicato recomendou a aceitação do acordo, que acabou sendo respaldada pelos membros em uma votação descrita como amplamente favorável.
O pacote aprovado não se limita aos reajustes salariais. A empresa também assumiu compromissos relacionados à programação dos voos, às escalas de trabalho e ao bem-estar dos tripulantes de cabine. Esses pontos foram incluídos com o objetivo declarado de melhorar as condições diárias de trabalho e reduzir pressões associadas à operação. Os detalhes completos das mudanças de programação não foram apresentados no material disponível, mas o sindicato destacou que os ajustes operacionais tiveram peso na avaliação positiva da proposta. Assim, o entendimento combina aumento direto de remuneração com medidas voltadas à rotina profissional da categoria.
As informações sobre o alcance da votação apresentam números diferentes conforme o relato considerado. Uma das descrições menciona 80 funcionários distribuídos por oito aeroportos do Reino Unido, enquanto outra aponta que mais de 60 integrantes foram consultados sobre a proposta. Também há referência a um contingente de aproximadamente 150 comissários na empresa no contexto da disputa. Esses números dizem respeito a recortes distintos da representação ou da consulta e não alteram o ponto central confirmado pelas fontes: os trabalhadores abrangidos pelo processo aceitaram o novo acordo e desistiram da possibilidade de greve vinculada à negociação.
O reajuste total previsto para os dois anos chega a 16%, considerando os dois aumentos de 8% previstos no acordo. O primeiro tem aplicação retroativa a 1º de abril de 2026, enquanto o segundo deverá entrar em vigor em 1º de abril de 2027. A combinação entre retroatividade, aumento futuro e compromissos sobre as condições de trabalho foi apresentada como uma evolução em relação à oferta anterior. O resultado também encerra semanas de tensão nas relações trabalhistas da companhia, que precisou negociar enquanto os funcionários avaliavam formalmente a possibilidade de interromper suas atividades.


