Ryanair mantém dúvidas sobre Starlink após avanço da easyJet
Michael O’Leary, presidente-executivo da Ryanair, continua contrário à instalação do serviço de internet via satélite Starlink na frota da companhia, mesmo depois de a concorrente easyJet decidir avançar com a tecnologia. A avaliação da Ryanair é que o modelo econômico do sistema não se adapta à operação de baixo custo da empresa. O’Leary afirma que os passageiros provavelmente não pagariam o suficiente pelo wi-fi a bordo e que a receita obtida não compensaria as despesas associadas à instalação e à operação do serviço. A discussão mantém no centro do debate a viabilidade comercial da conectividade em voos de curta distância na Europa.
FlightGlobal3 min de leitura
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Michael O’Leary, presidente-executivo da Ryanair, continua contrário à instalação do serviço de internet via satélite Starlink na frota da companhia, mesmo depois de a concorrente easyJet decidir avançar com a tecnologia. A avaliação da Ryanair é que o modelo econômico do sistema não se adapta à operação de baixo custo da empresa. O’Leary afirma que os passageiros provavelmente não pagariam o suficiente pelo wi-fi a bordo e que a receita obtida não compensaria as despesas associadas à instalação e à operação do serviço. A discussão mantém no centro do debate a viabilidade comercial da conectividade em voos de curta distância na Europa.
Segundo as declarações atribuídas a O’Leary, a Ryanair chegou a ter uma disputa pública com Elon Musk, executivo-chefe da SpaceX, empresa responsável pelo Starlink. O desentendimento ocorreu em torno da decisão da companhia aérea de não equipar seus aviões com o sistema. O executivo da Ryanair continua sem demonstrar disposição para uma reconciliação com Musk, e o conflito permanece como parte do contexto público da discussão sobre a tecnologia. A divergência não está relacionada apenas à preferência por uma solução técnica, mas principalmente à avaliação de custos, demanda e adequação ao modelo operacional da transportadora.
Um dos argumentos apresentados pela Ryanair envolve as antenas necessárias para o funcionamento do Starlink. De acordo com a posição da empresa, esses equipamentos acrescentariam arrasto aerodinâmico às aeronaves e, como consequência, elevariam o consumo de combustível. Esse aumento teria efeito direto sobre os custos operacionais, especialmente em uma companhia que baseia sua estratégia em tarifas reduzidas e em controle rigoroso de despesas. A empresa considera que o custo adicional associado ao equipamento tornaria difícil justificar a oferta de conectividade em sua rede de voos curtos.
A avaliação sobre a demanda também é central para a decisão. O’Leary tem sustentado que muitos voos da Ryanair duram, em média, cerca de uma hora, reduzindo o tempo disponível para que os passageiros utilizem o serviço. Na visão da companhia, não haveria passageiros pagantes em quantidade suficiente para financiar a instalação do sistema e cobrir os custos adicionais de combustível e operação. O argumento não significa que a empresa descarte toda forma de conectividade aérea, mas indica que, nas condições econômicas consideradas pela Ryanair, o wi-fi a bordo não alcançaria retorno adequado.
a easyJet adotou uma posição diferente e decidiu prosseguir com planos para instalar o Starlink em seus aviões. Também foi informado que a companhia pretende oferecer wi-fi gratuito aos passageiros, criando um contraste direto com a estratégia da Ryanair. A decisão da concorrente coloca em evidência duas interpretações distintas sobre o valor da conectividade em voos de curta distância: enquanto a easyJet trata o serviço como um recurso a ser incorporado à experiência do passageiro, a Ryanair continua considerando que os custos não são compatíveis com sua estrutura de baixo preço.


