EUA mantêm frota de 222 C-17 sem novas aeronaves previstas para 2026
O Boeing C-17 Globemaster III continua sendo um dos principais meios de transporte aéreo militar dos Estados Unidos, mais de três décadas após o início de sua operação. A Força Aérea dos EUA mantém 222 aeronaves em serviço: 157 na ativa, 47 na Guarda Nacional Aérea e 18 na Reserva da Força Aérea. Como a produção foi encerrada em 2015, a preservação dessa capacidade depende de programas de manutenção, reposição de componentes e modernização. A expectativa é que o modelo permaneça em atividade até aproximadamente a década de 2070, enquanto a Força Aérea desenvolve o conceito Next Generation Airlift, ou NGAL, destinado a substituir tanto o C-17 quanto o C-5 Galaxy. O processo de substituição poderá começar por volta do ano fiscal de 2041.
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O Boeing C-17 Globemaster III continua sendo um dos principais meios de transporte aéreo militar dos Estados Unidos, mais de três décadas após o início de sua operação. A Força Aérea dos EUA mantém 222 aeronaves em serviço: 157 na ativa, 47 na Guarda Nacional Aérea e 18 na Reserva da Força Aérea. Como a produção foi encerrada em 2015, a preservação dessa capacidade depende de programas de manutenção, reposição de componentes e modernização. A expectativa é que o modelo permaneça em atividade até aproximadamente a década de 2070, enquanto a Força Aérea desenvolve o conceito Next Generation Airlift, ou NGAL, destinado a substituir tanto o C-17 quanto o C-5 Galaxy. O processo de substituição poderá começar por volta do ano fiscal de 2041.
O programa do Globemaster começou no ano fiscal de 1988, o protótipo realizou o primeiro voo em 15 de setembro de 1991 e a entrada em serviço ocorreu em junho de 1993. O avião foi projetado para operar a partir de bases principais e também de pistas avançadas, inclusive em locais com infraestrutura limitada. Segundo os parâmetros divulgados pela Força Aérea, o C-17 pode decolar e pousar em pistas de apenas 1.064 metros de comprimento e 27,4 metros de largura. A aeronave também dispõe de recursos para realizar curvas em espaço reduzido e recuar em solo, características que ampliam sua utilidade em pontos de operação remotos. Essa combinação permite conectar grandes centros logísticos a áreas avançadas que não seriam atendidas com a mesma flexibilidade por aeronaves de maior porte.
Com carga máxima de 77.519 quilos, o C-17 pode transportar tropas, veículos, munições, equipamentos e cargas paletizadas em operações de alta intensidade. Entre os exemplos de capacidade estão o transporte de um carro de combate Abrams de 69 toneladas ou de 102 paraquedistas. A aeronave também pode ser configurada para evacuar militares feridos para instalações médicas situadas na retaguarda. Sua relevância operacional foi demonstrada durante a Operação Joint Endeavor, missão de manutenção da paz na Bósnia em 1995. Naquele esforço, o Comando de Mobilidade Aérea realizou 3.827 missões, transportou mais de 18.539 militares e entregou mais de 45 mil toneladas curtas de carga. Em deslocamentos entre a Europa Central e a área de operações, os C-17 executaram pouco mais de 26% das missões, mas levaram mais de 44% da carga considerada crítica para a missão.
A idade média superior a 20 anos torna a sustentação um desafio permanente. Um contrato de suporte integrado de dez anos, avaliado em US$ 11,8 bilhões, foi concedido à Boeing em 2011. Em 2021, a Força Aérea firmou um acordo subsequente de sustentação, estimado em US$ 23,8 bilhões, com cobertura prevista até 2031. A modernização da cabine de comando está entre as iniciativas centrais e poderá alcançar US$ 400 milhões ao longo de sua vigência. O programa empregará uma arquitetura modular e aberta, conhecida pela sigla MOSA, para padronizar interfaces e componentes e facilitar atualizações futuras. A Intellisense Systems foi selecionada para fornecer unidades concentradoras de dados e telas multifuncionais de 15 polegadas. Outro contrato, relacionado a peças do trem de pouso, elevou o valor acumulado de um acordo de sustentação para cerca de US$ 8,05 bilhões, com trabalhos previstos até 31 de outubro de 2027 em diversas localidades dos Estados Unidos e no exterior.