Marinha dos EUA planeja integrar míssil LRASM ao bombardeiro B-52
A Marinha dos Estados Unidos avançou no planejamento para integrar o míssil antinavio AGM-158C LRASM ao bombardeiro estratégico B-52. O Naval Air Systems Command (NAVAIR) publicou, em 7 de outubro, um aviso sobre a intenção de contratar a divisão Missiles and Fire Control da Lockheed Martin para realizar a integração do armamento e apoiar a etapa de testes. O procedimento ainda não constitui um contrato firmado e não apresenta o valor estimado dos serviços nem uma previsão para o início da operação do LRASM no B-52. A medida indica uma possível ampliação da capacidade do bombardeiro para missões contra alvos navais a longa distância.
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- Fonte
- AERO Magazine
- Data
- 29 de outubro de 2026 às 22:03 UTC
- Categoria
- Defesa e Militar (DEF)
- Maturidade
- Nota
Nota editorial
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A Marinha dos Estados Unidos avançou no planejamento para integrar o míssil antinavio AGM-158C LRASM ao bombardeiro estratégico B-52. O Naval Air Systems Command (NAVAIR) publicou, em 7 de outubro, um aviso sobre a intenção de contratar a divisão Missiles and Fire Control da Lockheed Martin para realizar a integração do armamento e apoiar a etapa de testes. O procedimento ainda não constitui um contrato firmado e não apresenta o valor estimado dos serviços nem uma previsão para o início da operação do LRASM no B-52. A medida indica uma possível ampliação da capacidade do bombardeiro para missões contra alvos navais a longa distância.
O escopo previsto pelo NAVAIR reúne diferentes atividades técnicas necessárias para adaptar o sistema ao B-52. Entre elas estão atualizações no software do míssil, ensaios de voo, reparos nos equipamentos empregados durante os testes e reuniões destinadas à análise de eventuais falhas. O aviso também menciona a necessidade de validar a operação do armamento a partir das diferentes posições de lançamento da aeronave, incluindo os lançadores internos e os pilones instalados nas asas. Essas tarefas fazem parte do processo de integração e não significam, por si só, que o sistema já esteja autorizado para emprego operacional.
A escolha da Lockheed Martin para uma possível contratação direta é justificada pelo NAVAIR com base no conhecimento técnico, na experiência e nos dados de engenharia que a empresa já detém sobre o LRASM. Segundo o aviso, essas qualificações seriam necessárias para cumprir as exigências dentro do prazo considerado adequado pela Marinha. Ainda assim, o procedimento permite que outras empresas apresentem informações sobre capacidade técnica, propostas ou cotações até 22 de outubro. A existência dessa possibilidade não altera o fato de que, no momento do anúncio, a Lockheed Martin era tratada como a única fornecedora considerada qualificada para executar o trabalho planejado.
O AGM-158C LRASM foi desenvolvido para engajar navios a longas distâncias em ambientes com forte oposição e interferência eletrônica. O míssil emprega sistemas de orientação próprios, reduzindo sua dependência de informações externas, enlaces de comunicação e navegação por GPS. Descrições complementares também apontam o uso de sensores embarcados, medidas de suporte eletrônico e orientação terminal por infravermelho, recursos destinados a apoiar a identificação e o ataque a alvos navais móveis. O armamento deriva da família JASSM, já utilizada pelo B-52, o que pode contribuir para a compatibilidade entre a aeronave e o novo míssil, embora o processo específico ainda dependa de testes e validações.
O LRASM já equipa os bombardeiros B-1B e os caças F/A-18E/F Super Hornet, mas a eventual integração ao B-52 ampliaria o conjunto de plataformas capazes de empregá-lo. O material complementar estima que a configuração poderia permitir o transporte de até 20 mísseis, embora esse dado esteja associado à capacidade planejada e não represente uma confirmação de configuração operacional aprovada. A combinação entre o alcance do B-52 e um armamento antinavio autônomo é apresentada como uma forma de reforçar as operações de ataque marítimo em áreas contestadas. No entanto, o aviso oficial não informa quando os testes começarão, quais resultados serão exigidos ou quando uma capacidade operacional poderá ser declarada. Portanto, a iniciativa permanece em fase de contratação pretendida, integração e avaliação técnica.
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