Embraer reforça oferta do KC-390 à Força Aérea dos EUA
A Embraer retomou a tentativa de vender o KC-390 Millennium à Força Aérea dos Estados Unidos, apresentando o avião sob o conceito “Transporte Aéreo e Reabastecimento Multimissão” — ou MMAT, na sigla em inglês. A proposta procura destacar a flexibilidade operacional da aeronave, que combina funções de transporte tático e reabastecimento aéreo. Em vez de posicionar o KC-390 como concorrente direto do Boeing KC-46, a fabricante brasileira o apresenta como uma capacidade complementar à frota existente ou planejada pelos Estados Unidos.
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- Fonte
- FlightGlobal
- Data
- 25 de setembro de 2026 às 18:41 UTC
- Categoria
- Fabricantes e Industria (IND)
- Maturidade
- Materia
- Geolocalização editorial
- Petrobrás - São José dos Campos Heliport · -23.1824, -45.8172

A Embraer retomou a tentativa de vender o KC-390 Millennium à Força Aérea dos Estados Unidos, apresentando o avião sob o conceito “Transporte Aéreo e Reabastecimento Multimissão” — ou MMAT, na sigla em inglês. A proposta procura destacar a flexibilidade operacional da aeronave, que combina funções de transporte tático e reabastecimento aéreo. Em vez de posicionar o KC-390 como concorrente direto do Boeing KC-46, a fabricante brasileira o apresenta como uma capacidade complementar à frota existente ou planejada pelos Estados Unidos.
A nova abordagem amplia uma campanha comercial que já incluiu demonstrações e atividades de divulgação em território americano. Entre essas ações está uma turnê realizada pelo KC-390 nos Estados Unidos em 2025, utilizada para apresentar as características da aeronave a potenciais clientes e parceiros. O movimento mais recente indica que a Embraer continua buscando uma oportunidade no mercado americano com uma argumentação mais específica, voltada simultaneamente às necessidades de mobilidade aérea e de reabastecimento em voo.
O KC-390 já foi concebido como uma plataforma multimissão, e não como um avião dedicado exclusivamente ao transporte ou ao abastecimento de outras aeronaves. A proposta da Embraer explora justamente essa combinação, oferecendo um meio de transportar carga e apoiar operações de reabastecimento a partir de uma mesma família de aeronaves. O conceito também procura responder a requisitos associados a uma força aérea que necessita distribuir recursos, operar em diferentes ambientes e manter alternativas para missões de mobilidade e apoio aéreo.
Como parte desse esforço, Embraer e Northrop Grumman anunciaram uma colaboração para desenvolver capacidades avançadas de reabastecimento do KC-390 destinadas à Força Aérea dos Estados Unidos e a países aliados. A parceria fornece uma base industrial para a oferta, que deixa de depender apenas de uma iniciativa de marketing da fabricante brasileira. As empresas estudam ampliar as possibilidades de abastecimento da aeronave, incluindo uma capacidade baseada em lança de reabastecimento, além do sistema já associado ao KC-390, que utiliza mangueira e cesto instalados nas asas.
A eventual adoção de uma lança poderia ampliar o conjunto de aeronaves apoiadas pelo KC-390. O material complementar menciona, nesse contexto, a intenção de desenvolver uma lança autônoma capaz de reabastecer o F-35 e outros aviões de asa fixa. Essa capacidade ainda aparece como objetivo de desenvolvimento da colaboração, e não como uma característica já confirmada para todas as aeronaves em serviço. A proposta também está relacionada ao apoio de operações dispersas, nas quais aviões podem utilizar aeródromos remotos e distribuídos para reduzir a dependência de grandes bases.
Na configuração citada no material complementar, o KC-390 poderia transportar até 35 toneladas métricas de combustível, embora o número esteja associado ao arranjo específico descrito e não represente necessariamente todas as configurações operacionais. A Embraer e a Northrop Grumman defendem que o avião poderia integrar uma arquitetura mais ampla de aviões-tanque, ao lado de sistemas maiores e menores. Assim, a oferta não é apresentada como substituição integral dos reabastecedores de maior porte, mas como uma alternativa tática para missões que exigem combinação de carga, mobilidade e abastecimento.
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