Embraer diz que acordo frustrado com a Boeing fortaleceu a empresa
A Embraer considera encerrado o episódio envolvendo a tentativa frustrada de venda de sua divisão de aviação comercial para a Boeing. Segundo o CEO Francisco Gomes Neto, a operação fazia sentido no momento em que foi negociada, mas acabou sendo afetada pelos problemas enfrentados pela Boeing e pela pandemia de Covid-19. Na avaliação do executivo, a desistência da empresa norte-americana terminou sendo positiva para a fabricante brasileira, que hoje estaria mais forte e sem nenhuma unidade à venda. As declarações foram feitas durante o início da entrega do primeiro jato E195-E2 da LATAM Airlines no Brasil, evento visto pela Embraer como uma vitrine internacional para o modelo.
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A Embraer considera encerrado o episódio envolvendo a tentativa frustrada de venda de sua divisão de aviação comercial para a Boeing. Segundo o CEO Francisco Gomes Neto, a operação fazia sentido no momento em que foi negociada, mas acabou sendo afetada pelos problemas enfrentados pela Boeing e pela pandemia de Covid-19. Na avaliação do executivo, a desistência da empresa norte-americana terminou sendo positiva para a fabricante brasileira, que hoje estaria mais forte e sem nenhuma unidade à venda. As declarações foram feitas durante o início da entrega do primeiro jato E195-E2 da LATAM Airlines no Brasil, evento visto pela Embraer como uma vitrine internacional para o modelo.
O acordo previa que a Boeing compraria 80% do negócio de aviação comercial da Embraer por US$ 4,2 bilhões. A operação fazia parte de uma estratégia para aproximar as duas companhias e combinar a presença global da Boeing com a posição da Embraer no mercado de aeronaves comerciais de menor capacidade. No entanto, a Boeing encerrou o acordo em abril de 2020, em um período marcado pelos efeitos da pandemia sobre o transporte aéreo e por dificuldades próprias da companhia. A rescisão deu origem a uma disputa entre as empresas, que posteriormente foi encaminhada para arbitragem.
O conflito terminou em setembro de 2024, quando a Embraer recebeu US$ 150 milhões no desfecho arbitral. O pagamento encerrou a etapa jurídica relacionada ao acordo, embora o episódio tenha deixado consequências estratégicas para ambas as companhias. Ao afirmar que o caso está totalmente superado, Gomes Neto indicou que a Embraer passou a tratar o encerramento da transação como parte de sua trajetória recente, e não como uma negociação ainda pendente. O executivo também declarou que a empresa não possui atualmente nenhuma unidade à venda, reforçando a intenção de manter sob seu controle as áreas que integram sua operação.
A posição anunciada pelo CEO ocorre enquanto a Embraer avalia um novo ciclo de produtos. O material disponível não detalha quais aeronaves ou programas fariam parte dessa etapa, mas relaciona a iniciativa à intenção de ampliar o desenvolvimento próprio da companhia. A fabricante também projeta receita de até US$ 8,5 bilhões em 2026. Esse número representa uma expectativa corporativa, e não um resultado já realizado. A avaliação sobre o fortalecimento da empresa após o fracasso do acordo, portanto, combina o encerramento da disputa com os planos de continuidade e expansão apresentados pela administração.
A entrega do primeiro E195-E2 à LATAM Airlines acrescenta importância comercial ao momento. A presença do modelo na frota da companhia aérea pode ampliar sua visibilidade em uma empresa de alcance regional e internacional, embora o material não informe projeções específicas de novas encomendas ou o impacto financeiro da entrega. O evento também ocorreu no Brasil, país onde a Embraer mantém sua sede e base industrial. Em paralelo, a IndiGo avalia uma possível encomenda de grande porte de jatos regionais da fabricante, segundo informações ainda preliminares; não há confirmação do pedido, nem dados sobre quantidade ou valor. O interesse indicado no mercado asiático e a entrada do E195-E2 na LATAM compõem sinais comerciais favoráveis, mas não permitem concluir que novos contratos estejam garantidos.


