Southwest avalia Boeing 787 e possíveis voos de longo curso
A Southwest Airlines vem alterando seu modelo de operação e se afastando de características tradicionais de uma companhia de baixo custo. Entre as mudanças estão voos noturnos, assentos premium, lugares marcados, possíveis salas VIP e cobrança de bagagem, medidas associadas à tentativa de ampliar o tráfego de passageiros e elevar a receita. Nesse contexto, surgiram rumores de que a empresa poderá utilizar aeronaves de fuselagem larga, possivelmente o Boeing 787-9, para iniciar voos de longo curso. A hipótese ainda não foi confirmada e dependeria de decisões comerciais, operacionais e trabalhistas que podem levar tempo para ser concluídas.
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A Southwest Airlines vem alterando seu modelo de operação e se afastando de características tradicionais de uma companhia de baixo custo. Entre as mudanças estão voos noturnos, assentos premium, lugares marcados, possíveis salas VIP e cobrança de bagagem, medidas associadas à tentativa de ampliar o tráfego de passageiros e elevar a receita. Nesse contexto, surgiram rumores de que a empresa poderá utilizar aeronaves de fuselagem larga, possivelmente o Boeing 787-9, para iniciar voos de longo curso. A hipótese ainda não foi confirmada e dependeria de decisões comerciais, operacionais e trabalhistas que podem levar tempo para ser concluídas.
O Boeing 787-9 é apontado como a variante de fuselagem larga mais utilizada no mundo em rotas de longo curso, respondendo por aproximadamente um em cada seis serviços desse tipo, segundo os dados citados no material. Caso a Southwest avance, aeronaves usadas poderiam ser uma alternativa inicial, pois permitiriam começar as operações antes da chegada de aviões novos. A possibilidade ganhou força após análises de mudanças na malha aérea divulgadas em julho de 2025, mas permanece no campo das especulações. Uma eventual negociação com a Norse Atlantic também foi mencionada, já que a empresa precisa realocar seis 787-9 anteriormente arrendados à IndiGo, da Índia, depois do encerramento antecipado daquele acordo.
A utilização de widebodies exigiria, porém, mais do que a obtenção dos aviões. A Southwest teria de negociar com a Southwest Airlines Pilots Association as condições para operar aeronaves de fuselagem larga e os pagamentos relacionados aos voos de longo curso. Também precisaria definir sua estratégia de conectividade, pois um avião com mais de 300 assentos dificilmente seria empregado apenas em rotas ponto a ponto. A alimentação de passageiros provenientes de outras cidades, além da carga, seria importante para sustentar ocupação e receita, especialmente fora da alta temporada. O material indica que a companhia poderia até adquirir aeronaves antes de resolver todos esses pontos e mantê-las sem operação por algum período.
Entre os principais aeroportos da Southwest, quatro aparecem como candidatos mais plausíveis. Las Vegas lidera em movimentos diários estimados, com 503 pousos e decolagens, cerca de 20.600 passageiros em conexão e 35% do fluxo em trânsito. A cidade tem forte atração internacional e conectividade com a Costa Oeste, além de já receber voos de longo curso de empresas estrangeiras. Denver, com 496 movimentos diários, aproximadamente 31.200 passageiros transferidos e 40% de conexões, seria outro candidato, embora enfrente a presença de um importante centro de operações da United Airlines. Baltimore registra 412 movimentos, 24.200 passageiros em conexão e metade do fluxo em trânsito, podendo atender destinos além do alcance realista dos 737 MAX. Nashville, com 412 movimentos, 17.800 passageiros transferidos e 44% de conexões, também poderia se beneficiar da crescente presença de companhias europeias.


