DHL recebe primeiro Boeing 777 convertido pela Mammoth
A Mammoth Freighters entregou em 21 de agosto de 2026 seu primeiro Boeing 777-200LR convertido em cargueiro à empresa de leasing Jetran, do Texas. A aeronave, identificada pelo número de série 32222 e registrada como N703DN, será operada pela DHL Air UK na rede internacional de cargas expressas da DHL. O avião foi fabricado em 2009 e anteriormente transportava passageiros para a Delta Air Lines. A entrega inaugura a operação comercial do modelo 777-200LRMF e representa o primeiro de 13 cargueiros convertidos pela Mammoth que foram destinados à DHL, após a certificação do programa pela Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos, a FAA, em abril de 2026.
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- Fonte
- Simple Flying
- Data
- 5 de setembro de 2026 às 23:22 UTC
- Categoria
- Carga e Logistica (CRG)
- Maturidade
- Materia
- Geolocalização editorial
- Fort Worth, Texas, EUA · 32.7555, -97.3308

A Mammoth Freighters entregou em 21 de agosto de 2026 seu primeiro Boeing 777-200LR convertido em cargueiro à empresa de leasing Jetran, do Texas. A aeronave, identificada pelo número de série 32222 e registrada como N703DN, será operada pela DHL Air UK na rede internacional de cargas expressas da DHL. O avião foi fabricado em 2009 e anteriormente transportava passageiros para a Delta Air Lines. A entrega inaugura a operação comercial do modelo 777-200LRMF e representa o primeiro de 13 cargueiros convertidos pela Mammoth que foram destinados à DHL, após a certificação do programa pela Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos, a FAA, em abril de 2026.
O 777-200LRMF resulta da transformação de uma aeronave originalmente projetada para passageiros em um cargueiro dedicado. O processo inclui a remoção do interior de passageiros, o reforço do piso da cabine, a instalação de uma ampla porta para o convés principal e a incorporação de sistemas de movimentação de carga. O avião tem capacidade aproximada para transportar 104.800 quilos e alcance de cerca de 4.800 milhas náuticas, ou 8.890 quilômetros, com carga máxima. Esses números são próximos aos do Boeing 777F produzido diretamente como cargueiro, embora o modelo convertido tenha características próprias de capacidade e alcance.
Uma das diferenças destacadas pela Mammoth está na porta de carga principal, com 4,14 metros de largura, contra aproximadamente 3,72 metros no 777F de fábrica. A abertura maior pode facilitar o embarque de cargas volumosas ou com formatos menos regulares. A configuração principal do convés comporta 22 posições para paletes padronizados de 96 por 125 polegadas. Os dois modelos também utilizam variantes da família de motores GE90. A principal vantagem comercial apontada para a conversão é o custo: um 777F novo tem preço de tabela superior a US$ 350 milhões, enquanto a conversão é estimada em cerca de US$ 100 milhões a menos, embora a Mammoth não tenha divulgado seu preço oficial.
A entrega ocorreu cerca de cinco semanas depois da apresentação pública do avião no Farnborough International Airshow, em julho de 2026. A certificação da FAA autorizou a modificação permanente das aeronaves 777-200LR para a configuração cargueira, mas o cronograma foi mais longo que o inicialmente previsto. A DHL esperava receber seu primeiro avião convertido em 2024. A companhia começou com um compromisso de nove unidades em 2023 e posteriormente ampliou o pedido para 13 aeronaves. Quatro delas devem entrar em serviço comercial antes do fim de 2026, enquanto as outras nove estão previstas para 2027, conforme a produção avance na instalação Aspire MRO, em Fort Worth.
Os novos aviões não substituirão os 777F fabricados pela Boeing na frota da DHL. A empresa pretende acrescentar capacidade de fuselagem larga e longo alcance, ao mesmo tempo em que reduz gradualmente a dependência de cargueiros 747-400 arrendados de operadoras como a Kalitta Air. A conversão também oferece uma alternativa às filas de produção e aos prazos de entrega dos cargueiros novos. O 777-200 e o 777F compartilham a mesma habilitação de tipo para pilotos, além de infraestrutura de manutenção, peças sobressalentes e equipamentos de solo compatíveis. Assim, o 777 convertido pode ser incorporado à operação existente sem criar um novo tipo de aeronave na frota.
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