American e United formam pilotos desde o primeiro voo
American Airlines e United Airlines estão antecipando o recrutamento de pilotos ao criar programas que recebem candidatos a partir dos 19 anos, inclusive sem qualquer hora de voo. Por meio da Cadet Academy, da American, e do programa Aviate, da United, as companhias passaram a participar de etapas que antes ficavam quase inteiramente sob responsabilidade dos próprios estudantes. Os participantes podem contar com treinamento estruturado, alternativas de financiamento, orientação profissional e uma progressão planejada por escolas de aviação, companhias regionais e, posteriormente, as operações principais das duas empresas. O modelo busca formar uma reserva de profissionais alinhada às necessidades e aos padrões das companhias desde o início da carreira.
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American Airlines e United Airlines estão antecipando o recrutamento de pilotos ao criar programas que recebem candidatos a partir dos 19 anos, inclusive sem qualquer hora de voo. Por meio da Cadet Academy, da American, e do programa Aviate, da United, as companhias passaram a participar de etapas que antes ficavam quase inteiramente sob responsabilidade dos próprios estudantes. Os participantes podem contar com treinamento estruturado, alternativas de financiamento, orientação profissional e uma progressão planejada por escolas de aviação, companhias regionais e, posteriormente, as operações principais das duas empresas. O modelo busca formar uma reserva de profissionais alinhada às necessidades e aos padrões das companhias desde o início da carreira.
A mudança ocorre em um contexto de demanda de longo prazo por mão de obra na aviação comercial. Projeções citadas no material apontam para a necessidade de mais de 600 mil novos pilotos no mundo nas próximas duas décadas. A United, por sua vez, prevê contratar mais de 10 mil pilotos ao longo dos próximos dez anos. Ao mesmo tempo, as aposentadorias reduzem o número de profissionais disponíveis no mercado. Diante desse cenário, depender apenas de pilotos que já tenham acumulado experiência em escolas independentes, táxi-aéreo, instrução ou empresas regionais é considerado um caminho menos previsível. As academias permitem às companhias identificar candidatos antes mesmo do primeiro voo e acompanhar seu desenvolvimento durante vários anos.
A formação segue uma sequência de licenças e qualificações. Os estudantes começam pelo treinamento para a licença de piloto privado e avançam para habilitações por instrumentos, piloto comercial, multimotor e instrutor de voo. Depois de obterem as certificações necessárias, muitos passam a trabalhar como instrutores para acumular a experiência exigida para a carreira aérea. Em seguida, o planejamento prevê o ingresso em empresas regionais próprias ou afiliadas. Os cadetes da American podem ser encaminhados para Envoy Air, PSA Airlines e Piedmont Airlines, enquanto os participantes do Aviate seguem para operadoras participantes do United Express. No caso da United, é necessário cumprir 1.200 horas como piloto em comando em uma empresa regional participante ou operadora aprovada antes da elegibilidade para ingressar na companhia principal como primeiro oficial.
O custo da formação é outro componente central desses programas. O treinamento desde o nível inicial até as certificações de instrutor pode alcançar valores de seis dígitos, especialmente quando são incluídas moradia e despesas de manutenção. A American oferece, por meio da American Airlines Federal Credit Union, empréstimos de até US$ 148 mil para custos de treinamento, moradia e apoio financeiro adicional. O material informa que os pagamentos podem ser adiados por até 45 meses durante a formação e o início da carreira. A United também utiliza oportunidades de financiamento oferecidas por parceiros e recebeu apoio da Boeing e da Chase. Entre as iniciativas citadas está um programa de bolsas de US$ 3,45 milhões, parcialmente voltado à ampliação do acesso e à diversificação do futuro quadro de pilotos.
