Congresso amplia em 13 vezes verba do caça naval F/A-XX
O Congresso dos Estados Unidos elevou de US$ 74 milhões para pouco mais de US$ 971 milhões a verba prevista para o desenvolvimento do caça naval de sexta geração F/A-XX. O aumento de US$ 897 milhões foi incorporado ao pedido orçamentário original da Marinha e pretende acelerar o programa, que chegou a ser considerado ameaçado de cancelamento. A Marinha deverá escolher em agosto o contratante principal entre Boeing e Northrop Grumman, em uma disputa que definirá o desenvolvimento do futuro caça embarcado dos Estados Unidos. A expectativa apresentada no material é que o protótipo voe no início da década de 2030, com capacidade operacional inicial entre meados e o fim dos anos 2030 e produção plena por volta de 2040.
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O Congresso dos Estados Unidos elevou de US$ 74 milhões para pouco mais de US$ 971 milhões a verba prevista para o desenvolvimento do caça naval de sexta geração F/A-XX. O aumento de US$ 897 milhões foi incorporado ao pedido orçamentário original da Marinha e pretende acelerar o programa, que chegou a ser considerado ameaçado de cancelamento. A Marinha deverá escolher em agosto o contratante principal entre Boeing e Northrop Grumman, em uma disputa que definirá o desenvolvimento do futuro caça embarcado dos Estados Unidos. A expectativa apresentada no material é que o protótipo voe no início da década de 2030, com capacidade operacional inicial entre meados e o fim dos anos 2030 e produção plena por volta de 2040.
A mudança ocorreu em meio a uma ampla revisão das prioridades orçamentárias da Marinha. O pedido para 2027, estimado em US$ 377 bilhões, seria o maior da história do Departamento da Marinha e representaria crescimento de 23% em relação à proposta de 2026. A apresentação do orçamento foi seguida pela demissão do então secretário da Marinha, John Phelan, que, segundo relatos mencionados no material, teria divergido do secretário de Defesa, Pete Hegseth. O secretário interino Hung Cao compareceu ao Congresso ao lado do chefe de Operações Navais, almirante Daryl Caudle, e do comandante do Corpo de Fuzileiros Navais, general Eric Smith, para defender uma estratégia voltada à recuperação da capacidade marítima norte-americana.
A origem exata dos recursos adicionais destinados ao F/A-XX não foi anunciada formalmente. O material indica, porém, que o aumento pode ter ocorrido à custa de melhorias planejadas para o programa de submarinos da classe Virginia, incluindo uma iniciativa de automação dos estaleiros avaliada em aproximadamente US$ 900 milhões. Também foi levantada a possibilidade de redirecionamento de verbas de manutenção após a retirada de navios e aeronaves mais antigos. Essas hipóteses não são apresentadas como confirmação oficial. A proposta original previa quase dobrar a produção de submarinos, enquanto o reforço do F/A-XX surgiu em um cenário de pressão sobre a capacidade industrial de construção naval e de preocupação com a posição da China no setor global de estaleiros.
O futuro caça foi concebido para operar no ambiente estratégico do Indo-Pacífico, especialmente diante das ameaças de mísseis associadas à capacidade chinesa de impedir ou dificultar o acesso a determinadas áreas. A aeronave deverá priorizar alcance significativamente maior, baixa observabilidade em múltiplos espectros e integração com aeronaves não tripuladas. Declarações atribuídas ao contra-almirante Michael “Buzz” Donnelly indicaram alcance superior a 125% do disponível nos atuais caças de ataque. A partir dessa referência, algumas análises estimam raio de combate sem reabastecimento acima de 750 milhas náuticas, ou cerca de 1.220 quilômetros, enquanto outras avaliações mencionam aproximadamente 1.250 milhas náuticas, equivalentes a 1.930 quilômetros. Esses números são projeções, não especificações confirmadas.


