Avelo encerra seis rotas internacionais e reforça operação doméstica
A Avelo Airlines encerrou todas as seis rotas internacionais de sua malha e passou a redirecionar aeronaves para operações domésticas, principalmente em bases no leste dos Estados Unidos. A retirada dos voos internacionais foi concluída em janeiro de 2026, após uma experiência que incluiu ligações para Cancún, Montego Bay e Punta Cana. A decisão ocorreu durante uma revisão mais ampla da rede da companhia, marcada por perdas financeiras, mudanças na frota e uma estratégia de concentração em mercados domésticos considerados mais relevantes. Com o movimento, a empresa não mantém planos imediatos de retorno às operações internacionais, segundo o material disponível.
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A Avelo Airlines encerrou todas as seis rotas internacionais de sua malha e passou a redirecionar aeronaves para operações domésticas, principalmente em bases no leste dos Estados Unidos. A retirada dos voos internacionais foi concluída em janeiro de 2026, após uma experiência que incluiu ligações para Cancún, Montego Bay e Punta Cana. A decisão ocorreu durante uma revisão mais ampla da rede da companhia, marcada por perdas financeiras, mudanças na frota e uma estratégia de concentração em mercados domésticos considerados mais relevantes. Com o movimento, a empresa não mantém planos imediatos de retorno às operações internacionais, segundo o material disponível.
A companhia, sediada no Texas, atua como transportadora de baixo custo e oferece uma tarifa básica, com serviços adicionais cobrados separadamente. Entre esses itens estão o despacho de bagagem, refeições a bordo e a escolha de assento. A Avelo também desenvolveu parte de sua estratégia atendendo aeroportos secundários e mercados nos quais havia pouca ou nenhuma concorrência direta. Esse modelo foi aplicado às rotas caribenhas, mas a experiência internacional durou pouco. Uma das ligações operadas a partir de Wilmington, na Carolina do Norte, permaneceu ativa somente por algumas semanas antes de ser retirada por causa de uma demanda inferior à esperada.
O Aeroporto Internacional Bradley, que atende a região de Hartford, em Connecticut, concentrava três das seis rotas canceladas. A Avelo iniciou em novembro de 2024 os voos para Cancún e Montego Bay e acrescentou Punta Cana em fevereiro de 2025. O último voo para Cancún ocorreu em 3 de janeiro de 2026, enquanto a operação para Punta Cana terminou em 5 de janeiro. O encerramento para Montego Bay estava previsto para 25 de janeiro. Com a suspensão, Connecticut perdeu sua única ligação sem escalas com Montego Bay, segundo a autoridade aeroportuária mencionada no material. As rotas de Bradley para Montego Bay e Punta Cana não enfrentavam concorrência direta, enquanto Cancún tinha serviços da Frontier Airlines e da JetBlue Airways.
Raleigh-Durham, na Carolina do Norte, também recebeu duas rotas internacionais da Avelo a partir de fevereiro de 2025. Os destinos eram Montego Bay e Punta Cana, e as operações permaneceram por quase um ano antes do encerramento geral dos voos internacionais. A ligação para Punta Cana a partir do Aeroporto Internacional de Wilmington começou em dezembro de 2025 e foi interrompida em janeiro de 2026, fazendo com que o aeroporto perdesse sua única conexão internacional. Em Raleigh-Durham, o serviço para Montego Bay não tinha concorrência direta, enquanto a rota para Punta Cana competia com a American Airlines. Os dados disponíveis não indicam a retomada de nenhuma dessas operações.
Os indicadores de ocupação ajudam a dimensionar o desempenho do segmento internacional. Dados da Cirium apontam que a Avelo transportou 5.796 passageiros internacionais em viagens de ida e volta em 2024, com fator de ocupação ponderado de 62,6%. Em 2025, foram registrados 83.791 passageiros e ocupação média de 69,3%. Já em 2026, o período contabilizado somou 3.986 passageiros, com fator de 60,9%. Considerando os intervalos apresentados, o total foi de 93.573 passageiros e a média ponderada ficou em 68,5%. O material informa que as companhias normalmente buscam uma ocupação mínima próxima de 80% para dar suporte à rentabilidade dos voos.


