Ameaças de bomba provocam desvios e acionam caças na Europa
Uma nova sequência de ameaças falsas de bomba provocou interrupções em voos comerciais europeus e levou forças aéreas da França, da Itália e da Bulgária a mobilizar caças para acompanhar aeronaves civis. O episódio foi descrito como a terceira ocorrência semelhante em quatro dias. Pelo menos 16 voos foram afetados, segundo o contexto complementar, enquanto o levantamento inicial apontava 20 casos identificados ou ainda em apuração. Nem todas as aeronaves precisaram alterar o destino, mas todas sofreram algum grau de perturbação operacional. Os pousos ocorreram com segurança e as inspeções realizadas até então não localizaram explosivos.
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Uma nova sequência de ameaças falsas de bomba provocou interrupções em voos comerciais europeus e levou forças aéreas da França, da Itália e da Bulgária a mobilizar caças para acompanhar aeronaves civis. O episódio foi descrito como a terceira ocorrência semelhante em quatro dias. Pelo menos 16 voos foram afetados, segundo o contexto complementar, enquanto o levantamento inicial apontava 20 casos identificados ou ainda em apuração. Nem todas as aeronaves precisaram alterar o destino, mas todas sofreram algum grau de perturbação operacional. Os pousos ocorreram com segurança e as inspeções realizadas até então não localizaram explosivos.
O primeiro desvio mencionado envolveu o voo EI402, da Aer Lingus, que partiu de Dublin com destino a Roma. A aeronave, um Airbus A320 com 151 passageiros e seis tripulantes, foi conduzida para Évreux, na Normandia, como medida de segurança, sob escolta de caças franceses. Após o pouso, equipes especializadas em explosivos e cães farejadores fizeram uma varredura no avião, enquanto os passageiros foram interrogados em grupos. A companhia informou que a aeronave aterrissou com segurança e que trabalharia para levar os clientes ao destino final.
A Força Aérea Italiana também acionou dois caças Eurofighter Typhoon depois que uma ameaça foi enviada por e-mail contra o voo AY1761, da Finnair, entre Helsinque e Roma. O avião pousou no aeroporto romano sem incidentes, e especialistas em desativação de explosivos não encontraram qualquer dispositivo a bordo. A Finnair declarou que dois de seus voos foram alvo de ameaças sem fundamento; o segundo caso envolveu uma aeronave operada pela Jettime, que saiu de Helsinque e pousou em Viena. A mobilização italiana ocorreu após outro acionamento relacionado a ameaças semelhantes no início da mesma semana.
A relação de voos afetados inclui serviços da Ryanair entre Madri, Copenhague ou Londres e Sófia, além de aeronaves da Wizz Air, LOT Polish Airlines, Aegean Airlines, Air Europa, Air Serbia e Iberia. Entre os desvios registrados estavam um voo da Ryanair conduzido a Plovdiv e um serviço da Wizz Air redirecionado para Viena. Também foram identificados voos que sofreram atrasos ou outras restrições sem desvio confirmado, como serviços com destino a Sófia, Bruxelas, Roma, Viena, Bucareste, Milão, Paris e Madri. A lista ainda poderia crescer, pois havia aeronaves não identificadas e informações pendentes.
A Bulgária informou que seus caças MiG-29 escoltaram três aeronaves de passageiros atingidas por ameaças. Um dos aviões pousou em Plovdiv, enquanto os outros dois aterrissaram no aeroporto Vasil Levski, em Sófia. As verificações realizadas após os pousos não encontraram explosivos. Em Praga, quatro voos não identificados foram associados a ameaças comunicadas durante o período, e outro caso foi registrado no aeroporto de Madri. A distribuição dos episódios por diferentes países e rotas exigiu a adoção de procedimentos de segurança aeroportuária e apoio militar à aviação civil.

