Ataque em Riad leva companhias a suspender voos para a capital saudita
Companhias aéreas começaram a suspender ou cancelar voos para Riad após um novo ataque com míssil atribuído pelos houthis ao Aeroporto Internacional Rei Khalid, na quinta-feira. Um avião Airbus A320 da Saudia foi atingido enquanto estava estacionado em um terminal e sofreu danos extensos após um incêndio. As autoridades sauditas ainda não confirmaram se a aeronave foi atingida diretamente pelo projétil ou por destroços decorrentes da interceptação. O avião aparentemente estava vazio, mas os primeiros relatos não permitiam descartar a possibilidade de feridos relacionados à explosão ou ao fogo. O episódio ampliou as preocupações de segurança e provocou uma interrupção significativa nas operações do principal aeroporto da capital saudita.
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Companhias aéreas começaram a suspender ou cancelar voos para Riad após um novo ataque com míssil atribuído pelos houthis ao Aeroporto Internacional Rei Khalid, na quinta-feira. Um avião Airbus A320 da Saudia foi atingido enquanto estava estacionado em um terminal e sofreu danos extensos após um incêndio. As autoridades sauditas ainda não confirmaram se a aeronave foi atingida diretamente pelo projétil ou por destroços decorrentes da interceptação. O avião aparentemente estava vazio, mas os primeiros relatos não permitiam descartar a possibilidade de feridos relacionados à explosão ou ao fogo. O episódio ampliou as preocupações de segurança e provocou uma interrupção significativa nas operações do principal aeroporto da capital saudita.
Os dados disponíveis apontam para centenas de voos afetados em Riad no dia do ataque. A Cirium registrou 293 voos cancelados ou que não operaram, equivalentes a aproximadamente 39% das chegadas e partidas programadas. Já a FlightAware apontou mais de 450 voos cancelados ou atrasados, incluindo 116 partidas e 164 chegadas canceladas, além de 94 partidas e 92 chegadas com atraso. As diferenças entre os levantamentos refletem metodologias e momentos distintos de medição, mas ambos indicam uma perturbação ampla no aeroporto. A Saudia concentrou parte relevante do impacto, com 162 cancelamentos e 108 atrasos, enquanto flyadeal e flynas também registraram dezenas de operações afetadas. A Riyadh Air teve 11 cancelamentos e seis atrasos, em uma escala operacional menor.
A reação das empresas internacionais foi variada. O grupo Lufthansa interrompeu os serviços para Riad até 16 de outubro. Air India, Air India Express e Akasa Air suspenderam ou cancelaram voos até 10 de outubro, enquanto a IndiGo fez o mesmo até 9 de outubro. Um voo da Air India chegou a retornar a Nova Délhi. A Philippine Airlines cancelou operações pelo menos até 10 de outubro, e a Cathay Pacific prolongou uma suspensão já existente até 31 de janeiro de 2027. A Singapore Airlines, por sua vez, adiou anteriormente o reinício de seus serviços para 28 de março de 2027. As companhias aéreas do Golfo continuavam operando suas programações no momento descrito no material, mostrando que as respostas ao risco não foram uniformes.
O ataque ocorreu após outros episódios recentes envolvendo aeroportos e infraestrutura próxima a Riad. Segundo o material, ataques contra Riad e Abha no início da mesma semana deixaram três estrangeiros mortos e 36 pessoas feridas, de acordo com dados da autoridade saudita de aviação civil. Em 19 de setembro, um incidente com míssil nas proximidades do aeroporto de Riad atingiu instalações de armazenamento de combustível e provocou um grande incêndio. Os houthis ameaçaram realizar novos ataques contra a infraestrutura aeronáutica saudita e advertiram companhias internacionais sobre o uso de parte do espaço aéreo do país. A escalada ocorre após o colapso de uma trégua frágil no Iêmen e o aumento das operações militares apoiadas pela Arábia Saudita contra as forças houthis. O material não confirma a causa específica dos danos ao Airbus da Saudia.


