American mantém 11 comissários no 777-300ER após ampliar cabine premium
A American Airlines concluiu o primeiro retrofit completo de um Boeing 777-300ER במסגרת do projeto Project Olympus, elevando a capacidade da aeronave de 304 para 330 assentos. A nova configuração elimina a antiga cabine Flagship First e passa a oferecer 70 suítes fechadas na classe executiva, além de 44 assentos de econômica premium. Apesar da ampliação da cabine e do aumento de 26 lugares, o número de comissários permanece em 11, contingente adotado em 2020 durante a crise provocada pela pandemia de covid-19. A mudança criou um debate sobre a capacidade de a companhia entregar, com a mesma equipe, o serviço premium prometido aos passageiros de maior gasto.
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A American Airlines concluiu o primeiro retrofit completo de um Boeing 777-300ER במסגרת do projeto Project Olympus, elevando a capacidade da aeronave de 304 para 330 assentos. A nova configuração elimina a antiga cabine Flagship First e passa a oferecer 70 suítes fechadas na classe executiva, além de 44 assentos de econômica premium. Apesar da ampliação da cabine e do aumento de 26 lugares, o número de comissários permanece em 11, contingente adotado em 2020 durante a crise provocada pela pandemia de covid-19. A mudança criou um debate sobre a capacidade de a companhia entregar, com a mesma equipe, o serviço premium prometido aos passageiros de maior gasto.
Antes de outubro de 2020, os 777-300ER da American operavam normalmente com 13 comissários. A redução ocorreu em um momento de forte queda na demanda internacional, simplificação dos serviços a bordo e pressão financeira sobre as empresas aéreas. Naquele período, a companhia informou que tinha funcionários em excesso caso a demanda permanecesse deprimida e posteriormente iniciou licenças que atingiram cerca de 19 mil empregados. O novo quadro reduziu também a tripulação de outros modelos, como o 777-200ER, o 787-9 e o Airbus A321T, embora o 777-300ER tenha registrado a maior redução individual, com a perda de duas posições.
A alteração não consistiu apenas na retirada de dois profissionais de uma escala que permaneceu igual. O fluxo de trabalho foi reorganizado para combinar funções antes mais separadas entre as cabines. No arranjo anterior, os 13 comissários eram distribuídos, de forma geral, entre as áreas de primeira classe, executiva e econômica. Com 11 profissionais, posições de galley passaram a acumular atendimento nos corredores, enquanto o comissário-chefe podia atuar inicialmente na primeira classe e depois se deslocar para a executiva. A companhia considerou que essa combinação seria suficiente para cumprir os padrões de serviço, mas a mudança aumentou a dependência de deslocamentos entre tarefas e cabines.
A Associação de Comissários de Bordo Profissionais contestou a redução e buscou restaurar as fórmulas anteriores, alegando sobrecarga e dificuldades para manter o serviço. A disputa avançou para arbitragem em 2024, depois de a demanda internacional já ter se recuperado e os serviços premium terem sido retomados. Em dezembro daquele ano, o árbitro decidiu que o acordo coletivo permitia à administração estabelecer as novas fórmulas de tripulação e concluiu que a empresa não havia excedido sua margem de decisão ao manter o quadro reduzido. Com isso, a configuração de 11 comissários continuou válida quando o primeiro 777-300ER modernizado entrou em operação.
O Project Olympus altera significativamente a proposta comercial do avião. A frota de 20 unidades deverá receber 70 suítes Flagship e 44 assentos de econômica premium, com conclusão prevista para 2027. A aeronave reformada passou a ter 114 assentos em cabines premium, equivalentes a cerca de 35% da capacidade total, enquanto o número geral de lugares subiu para 330. As suítes incluem portas de privacidade, espaço adicional para armazenamento e posição que permite transformar o assento em uma chaise longue; oito delas oferecem espaço maior. A primeira unidade concluída entrou em serviço na rota entre Nova York e Buenos Aires.


