B-21 mantém trajetória de quatro anos entre primeiro voo e entrega
O bombardeiro furtivo B-21 Raider, da Northrop Grumman, segue uma trajetória que pode levá-lo a se tornar o primeiro bombardeiro operacional de sexta geração do mundo. O primeiro voo ocorreu em 10 de novembro de 2023, e a expectativa é que a primeira aeronave operacional seja entregue à Base Aérea de Ellsworth, em 2027. Esse intervalo de aproximadamente quatro anos reproduz, em linhas gerais, o cronograma do B-2 Spirit entre seu primeiro voo e a primeira entrega. A diferença central está no modelo de desenvolvimento: enquanto o programa do B-2 enfrentou atrasos, mudanças e uma longa adaptação dos aviões de teste, o B-21 foi concebido para integrar testes, produção e entrada em serviço desde o início.
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O bombardeiro furtivo B-21 Raider, da Northrop Grumman, segue uma trajetória que pode levá-lo a se tornar o primeiro bombardeiro operacional de sexta geração do mundo. O primeiro voo ocorreu em 10 de novembro de 2023, e a expectativa é que a primeira aeronave operacional seja entregue à Base Aérea de Ellsworth, em 2027. Esse intervalo de aproximadamente quatro anos reproduz, em linhas gerais, o cronograma do B-2 Spirit entre seu primeiro voo e a primeira entrega. A diferença central está no modelo de desenvolvimento: enquanto o programa do B-2 enfrentou atrasos, mudanças e uma longa adaptação dos aviões de teste, o B-21 foi concebido para integrar testes, produção e entrada em serviço desde o início.
Os dois bombardeiros foram desenvolvidos sob elevado grau de sigilo na Air Force Plant 42, em Palmdale, na Califórnia. Também realizaram seus primeiros voos em uma rota semelhante, partindo de Palmdale e pousando na Base Aérea de Edwards menos de duas horas depois. Apesar dessas semelhanças, o B-21 incorpora mudanças na fabricação, na engenharia digital e no uso de materiais absorventes de radar. A aeronave de nova geração foi projetada com uma arquitetura de sistemas aberta, que deve facilitar a substituição de equipamentos e a incorporação de atualizações tecnológicas. O programa também utiliza uma réplica digital de alta fidelidade, submetida a milhões de simulações antes da montagem física, para avaliar a estrutura, o cabeamento e possíveis pontos de manutenção.
No programa do B-2, os primeiros aviões construídos a partir de 1989 eram essencialmente experimentais. Após os testes, as aeronaves permaneceram armazenadas por anos e precisaram ser modificadas para atingir a configuração operacional Block Ten. Esse processo contribuiu para ampliar a distância entre a primeira entrega, em 17 de dezembro de 1993, e a capacidade operacional inicial, alcançada em 1997. O cronograma também foi afetado pelo fim da União Soviética, em 1991, que reduziu o impulso político e a urgência estratégica associados ao projeto. O pedido originalmente planejado de 132 aeronaves acabou reduzido pelo Congresso para 21, em meio à combinação de custos elevados e mudanças no ambiente estratégico.
O B-21 está sendo desenvolvido em um cenário diferente, marcado pela competição entre grandes potências e pela preocupação com redes avançadas de radares e mísseis no Indo-Pacífico. A Força Aérea dos Estados Unidos também enfrenta o envelhecimento de sua frota de bombardeiros. O B-2 possui apenas 19 exemplares remanescentes, enquanto o B-1B Lancer sofre com desgaste estrutural e o B-52, embora considerado confiável, não foi projetado para penetrar sozinho em espaços aéreos contestados. Nesse contexto, os aviões de teste do Raider são fabricados com as mesmas ferramentas, dados, técnicos e linhas de montagem destinados à produção regular. Pilotos de testes de desenvolvimento e de avaliação operacional trabalham juntos, permitindo que ajustes identificados em Edwards sejam incorporados diretamente à linha de produção em Palmdale.


