Disputa sobre reajuste de controladores divide FAA e senadores
Controladores de tráfego aéreo dos Estados Unidos receberam apenas parte do reajuste salarial de 3,8% previsto para 2026, enquanto a parcela restante de 2,8% continua indefinida. A Lei Pública 119-86, sancionada em 30 de abril, destinou US$ 140 milhões à correção, mas, até o momento, os profissionais receberam somente o aumento civil de 1% aplicado em todo o governo. Os senadores Tammy Duckworth e Dick Durbin, ambos de Illinois, pressionam o administrador da Federal Aviation Administration (FAA), Bryan Bedford, a autorizar imediatamente o pagamento da diferença. A agência, porém, sustenta que a legislação condicionou a medida à comprovação de avanços em escala de trabalho, utilização da força laboral ou outras eficiências operacionais.
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- Fonte
- Simple Flying
- Data
- 5 de setembro de 2026 às 02:39 UTC
- Categoria
- Defesa e Militar (DEF)
- Maturidade
- Materia
- Geolocalização editorial
- Washington, D.C. · 38.9072, -77.0369

Controladores de tráfego aéreo dos Estados Unidos receberam apenas parte do reajuste salarial de 3,8% previsto para 2026, enquanto a parcela restante de 2,8% continua indefinida. A Lei Pública 119-86, sancionada em 30 de abril, destinou US$ 140 milhões à correção, mas, até o momento, os profissionais receberam somente o aumento civil de 1% aplicado em todo o governo. Os senadores Tammy Duckworth e Dick Durbin, ambos de Illinois, pressionam o administrador da Federal Aviation Administration (FAA), Bryan Bedford, a autorizar imediatamente o pagamento da diferença. A agência, porém, sustenta que a legislação condicionou a medida à comprovação de avanços em escala de trabalho, utilização da força laboral ou outras eficiências operacionais.
A controvérsia ocorre em meio a uma escassez estimada em cerca de 3 mil controladores no sistema nacional. Segundo o material, controladores atuais e antigos afirmam que a falta de pessoal vem prejudicando o moral, dificultando a contratação e aumentando a vulnerabilidade operacional da rede. Os senadores argumentam que reter o reajuste como instrumento de pressão seria contraproducente, especialmente porque muitos profissionais vêm cobrindo os postos vagos por meio de horas extras obrigatórias. Eles também citam o plano de força de trabalho da própria FAA, que registra níveis de horas extras muito acima do considerado razoável entre os anos fiscais de 2023 e 2025. O documento alerta que a exposição crônica a esse regime contribui para fadiga, esgotamento e dificuldades de retenção.
Illinois foi apresentado pelos parlamentares como exemplo da pressão sobre as instalações. Dados mais recentes da FAA indicam 433 controladores profissionais certificados em quatro unidades — torres de Chicago O’Hare e Midway, o TRACON de Chicago e o Chicago Center — diante de uma meta combinada de 500, uma diferença de 67 profissionais, ou 14%. O maior descompasso aparece na torre de O’Hare, com 61 controladores certificados para uma meta de 88, déficit de 31%. As quatro unidades também reuniam 148 profissionais em treinamento ou em desenvolvimento. A FAA afirma que esses trabalhadores podem contribuir para a operação antes da certificação completa, e criou uma metodologia de força de trabalho equivalente para reconhecer essa participação. Ainda assim, a formação até a certificação pode levar anos, o que limita a velocidade de recomposição do efetivo.
A agência também aponta medidas recentes para ampliar o quadro, como o aumento de quase 30% nos salários iniciais de alunos da academia, incentivos para conclusão e permanência no treinamento e um programa que reteve quase 400 controladores elegíveis à aposentadoria. No ano fiscal de 2025, foram contratados 2.028 trainees, e estão previstas novas admissões. Para a FAA, entretanto, a lei aprovada pelo Congresso deixou expressamente a liberação do reajuste sob decisão exclusiva do administrador. O plano de Bedford informa que o tempo médio de trabalho “na posição” foi de 4,01 horas por turno de oito horas em 2025. A agência avalia que ferramentas modernas de escala e otimização poderiam elevar essa média para mais de cinco horas e, em sua análise, atender às metas atuais com maior disponibilidade efetiva.
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