DECEA implementa nova área de vetoração no Aeroporto de Congonhas
O Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) implementou, na quinta-feira (29), a Área de Vetoração em Subida (AVS) no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. A ferramenta amplia as possibilidades de atuação dos controladores de tráfego aéreo durante as fases iniciais de subida das aeronaves. A medida também contempla situações de aproximação perdida, conhecidas como arremetidas, e integra um processo mais amplo de modernização do gerenciamento do tráfego aéreo brasileiro. Em termos operacionais, a AVS permite ajustar as trajetórias dos aviões ainda no começo do voo, respeitando os limites de segurança estabelecidos para a área.
Aeroflap3 min de leitura
Use para compartilhar ou copiar a URL canônica da matéria.
Imagem editorial indisponível
Esta matéria ainda não possui imagem de destaque validada pela redação.
O Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) implementou, na quinta-feira (29), a Área de Vetoração em Subida (AVS) no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. A ferramenta amplia as possibilidades de atuação dos controladores de tráfego aéreo durante as fases iniciais de subida das aeronaves. A medida também contempla situações de aproximação perdida, conhecidas como arremetidas, e integra um processo mais amplo de modernização do gerenciamento do tráfego aéreo brasileiro. Em termos operacionais, a AVS permite ajustar as trajetórias dos aviões ainda no começo do voo, respeitando os limites de segurança estabelecidos para a área.
A principal mudança está na possibilidade de os controladores emitirem vetorações em altitudes abaixo daquelas normalmente previstas na Carta de Altitude Mínima de Vigilância ATS. Essa flexibilidade, entretanto, não é irrestrita: os procedimentos devem seguir os parâmetros definidos nas cartas específicas da Área de Vetoração em Subida. Dessa forma, a ferramenta estabelece uma referência operacional própria para que alterações de rumo e trajetória possam ser realizadas com segurança em um trecho particularmente relevante do voo, correspondente à subida inicial após a decolagem.
No caso das decolagens, a AVS oferece ao controle de tráfego aéreo uma alternativa para administrar a trajetória das aeronaves desde os primeiros momentos da subida. O recurso pode facilitar ajustes necessários ao fluxo de tráfego e ao sequenciamento dos aviões que deixam o aeroporto. Segundo o material, a adoção da ferramenta busca reduzir restrições operacionais e ampliar a capacidade de resposta dos controladores diante de situações que demandem decisões rápidas, sempre dentro dos limites estabelecidos pela regulamentação e pela documentação operacional aplicável.
A mesma estrutura também se aplica às aproximações perdidas, quando uma aeronave não conclui o pouso previsto e precisa realizar uma arremetida. Nesses casos, a possibilidade de contar com vetorações definidas para a fase inicial da subida pode apoiar a reorganização da trajetória do avião e sua integração ao fluxo de tráfego. O objetivo descrito para a ferramenta não é alterar os requisitos de segurança, mas oferecer maior flexibilidade para que o controle coordene os movimentos das aeronaves em uma etapa que pode exigir respostas rápidas e compatíveis com o cenário operacional.
A implantação em Congonhas representa mais uma etapa da expansão da AVS no espaço aéreo sob responsabilidade do DECEA. A iniciativa está relacionada ao esforço de modernização dos procedimentos de controle e gerenciamento do tráfego aéreo no país. Ao criar parâmetros específicos para a vetoração em subida, o sistema passa a dispor de uma referência adicional para organizar as trajetórias logo após a decolagem ou durante uma arremetida. O material informa que a operação foi estruturada para combinar essa flexibilidade com limites previamente definidos nas cartas AVS, evitando que as decisões sejam tomadas fora dos critérios previstos.


