Áudio mostra dificuldades de altitude em Learjet antes de queda fatal
Uma gravação de comunicações com o controle de tráfego aéreo indica que o Learjet 60 registrado como N722BD enfrentou dificuldades para manter a altitude durante um episódio de turbulência ocorrido cerca de seis meses antes da queda que matou nove pessoas na Flórida. No incidente anterior, nas proximidades do Aeroporto Internacional Newark Liberty, em Nova Jersey, a tripulação informou turbulência moderada e disse que não conseguia permanecer no nível designado. O controlador questionou essa caracterização e determinou que a aeronave descesse para 4.000 pés. As identidades dos pilotos que participaram da comunicação não foram confirmadas, e não há informação de que eles tenham sido os mesmos do voo que terminou no acidente.
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Uma gravação de comunicações com o controle de tráfego aéreo indica que o Learjet 60 registrado como N722BD enfrentou dificuldades para manter a altitude durante um episódio de turbulência ocorrido cerca de seis meses antes da queda que matou nove pessoas na Flórida. No incidente anterior, nas proximidades do Aeroporto Internacional Newark Liberty, em Nova Jersey, a tripulação informou turbulência moderada e disse que não conseguia permanecer no nível designado. O controlador questionou essa caracterização e determinou que a aeronave descesse para 4.000 pés. As identidades dos pilotos que participaram da comunicação não foram confirmadas, e não há informação de que eles tenham sido os mesmos do voo que terminou no acidente.
O episódio de maio de 2026 ocorreu quando o jato executivo apresentou uma subida inesperada durante o voo na região de Newark. Uma piloto avisou que a tripulação estava prestes a contatar o controle e relatou turbulência moderada, além da incapacidade de manter a altitude atribuída. Como outra aeronave executiva voava próxima e em nível semelhante, a oscilação poderia representar um risco para a separação entre os tráfegos. Um segundo piloto voltou a descrever a condição como turbulência moderada, mas o controlador observou que a perda de capacidade de manter altitude não correspondia, em sua avaliação, a esse grau de intensidade.
Durante a troca de mensagens, o controlador perguntou diretamente se o Learjet estava enfrentando turbulência severa. Os dois pilotos responderam afirmativamente, e a tripulação informou que a condição continuava, sem registro de feridos. Segundo os dados apresentados, o N722BD chegou a ficar aproximadamente 700 pés acima e 400 pés abaixo da altitude designada de 4.000 pés. Pelas classificações da Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos, a turbulência moderada pode provocar alterações de altitude, atitude e velocidade, mas normalmente permite que os pilotos mantenham o controle positivo da aeronave. Na turbulência severa, as mudanças são maiores e mais abruptas, e o avião pode ficar momentaneamente fora da posição prevista.
A relevância do registro está na semelhança entre a descrição da turbulência e as oscilações de altitude observadas no voo posterior, embora essa comparação não estabeleça uma relação causal. O Learjet partiu do Aeroporto Internacional Austin-Bergstrom com destino ao Aeroporto de North Eleuthera, nas Bahamas, levando sete passageiros e dois pilotos. Enquanto cruzava o sul da Flórida a 35.000 pés, a tripulação comunicou a presença de gelo claro leve e turbulência, além de desvios de altitude estimados em 600 a 700 pés. Depois de encontrar precipitação, os pilotos solicitaram subida para 37.000 pés em busca de condições mais suaves, e a autorização foi concedida pelo controle.
Menos de 30 segundos após a autorização, a tripulação informou uma descida não controlada e declarou emergência. Registros de rastreamento indicaram uma razão de descida superior a 32.000 pés por minuto antes do impacto no condado de Palm Beach, onde todos os ocupantes morreram. Informações da investigação apontaram sinais de ruptura em voo, incluindo partes do profundor esquerdo encontradas a distâncias de aproximadamente 2,1 a 6,1 quilômetros do local da queda. O Conselho Nacional de Segurança nos Transportes examina as condições meteorológicas, os sistemas da aeronave, os registros de manutenção e as comunicações. A investigação também considera relatos de gelo, turbulência, precipitação e uma condição de overspeed, mas os desvios de altitude, isoladamente, não comprovam a intensidade da turbulência nem explicam o acidente. Um relatório preliminar era esperado cerca de 30 dias após o evento, enquanto a conclusão definitiva deverá levar mais tempo.


