Aena busca investidores para hotéis em quatro aeroportos do Nordeste
A Aena Brasil abriu editais para atrair investidores interessados na implantação e na operação de hotéis nos aeroportos de Recife, Maceió, João Pessoa e Aracaju. As quatro oportunidades representam pelo menos R$ 150 milhões em investimentos previstos e abrangem aproximadamente 20 mil m² de áreas aeroportuárias. Em conjunto, os projetos têm potencial para oferecer ao menos 650 apartamentos, mas a quantidade definitiva dependerá das propostas apresentadas pelos participantes. A iniciativa amplia a utilização comercial e imobiliária dos terminais administrados pela concessionária e associa a infraestrutura de transporte aéreo a novos serviços de hospedagem.
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A Aena Brasil abriu editais para atrair investidores interessados na implantação e na operação de hotéis nos aeroportos de Recife, Maceió, João Pessoa e Aracaju. As quatro oportunidades representam pelo menos R$ 150 milhões em investimentos previstos e abrangem aproximadamente 20 mil m² de áreas aeroportuárias. Em conjunto, os projetos têm potencial para oferecer ao menos 650 apartamentos, mas a quantidade definitiva dependerá das propostas apresentadas pelos participantes. A iniciativa amplia a utilização comercial e imobiliária dos terminais administrados pela concessionária e associa a infraestrutura de transporte aéreo a novos serviços de hospedagem.
Os empreendimentos deverão ser desenvolvidos por investidores privados mediante contratos de longo prazo, com duração de até 60 anos, sempre condicionados às aprovações regulatórias aplicáveis. Os editais incluem áreas destinadas à implantação, ao desenvolvimento e à operação dos hotéis. Além da hospedagem, os projetos poderão abrigar atividades complementares, como restaurantes e outros serviços de alimentação e bebidas, realização de eventos, conveniência, locação de espaços e estacionamento. Dessa forma, os complexos poderão reunir diferentes fontes de receita em áreas vinculadas aos aeroportos.
As exigências de categoria variam de acordo com o terminal. Nos aeroportos de Maceió, João Pessoa e Aracaju, os investidores deverão apresentar projetos com hotéis classificados, no mínimo, como Economy. No Recife, a exigência mínima estabelecida é a categoria Midscale. Os participantes poderão propor empreendimentos de padrão superior ao mínimo previsto nos editais. A definição final de cada projeto ficará vinculada às propostas recebidas e às características dos mercados atendidos por cada aeroporto.
A estratégia integra o plano de real estate da Aena e segue o conceito de Airport City, que busca combinar a operação aeroportuária com atividades de hotelaria, comércio, logística, serviços e conveniência. Nesse modelo, os terminais são tratados também como polos de atividade econômica para passageiros, empresas e usuários das áreas próximas. A concessionária pretende avaliar cada terreno de acordo com a demanda e as particularidades locais. Embora compartilhem a localização aeroportuária e a previsão de contratos extensos, os quatro projetos têm dimensões e perspectivas comerciais diferentes.
Entre as oportunidades anunciadas, o aeroporto do Recife concentra a maior previsão individual de recursos, com R$ 82 milhões destinados à implantação de um hotel. O terminal também apresenta o maior potencial de apartamentos entre os projetos. Em Maceió, está localizada a maior área reservada para os empreendimentos hoteleiros. No caso de João Pessoa, a concessionária aponta o crescimento da demanda por transporte aéreo como um dos elementos relevantes para o desenvolvimento da proposta. Em Aracaju, o hotel faz parte de um planejamento imobiliário mais amplo, que considera também atividades corporativas, comerciais, logísticas e de serviços.
