Scott Kirby quer tornar a United uma companhia admirada pelos americanos
O presidente-executivo da United Airlines, Scott Kirby, afirmou que pretende transformar a empresa em uma marca da qual os americanos tenham orgulho, em um nível semelhante ao prestígio associado à Emirates nos Emirados Árabes Unidos e à Singapore Airlines em Singapura. Em entrevista realizada no novo Terminal B do Aeroporto Intercontinental George Bush, em Houston, Kirby disse que considera a United a melhor companhia aérea do mundo “em totalidade”, mas estabeleceu uma meta ainda mais ambiciosa: fazer dela a melhor empresa da história da aviação. A estratégia representa uma tentativa de diferenciar a United de Delta Air Lines e American Airlines, com as quais divide o grupo das principais companhias tradicionais dos Estados Unidos.
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O presidente-executivo da United Airlines, Scott Kirby, afirmou que pretende transformar a empresa em uma marca da qual os americanos tenham orgulho, em um nível semelhante ao prestígio associado à Emirates nos Emirados Árabes Unidos e à Singapore Airlines em Singapura. Em entrevista realizada no novo Terminal B do Aeroporto Intercontinental George Bush, em Houston, Kirby disse que considera a United a melhor companhia aérea do mundo “em totalidade”, mas estabeleceu uma meta ainda mais ambiciosa: fazer dela a melhor empresa da história da aviação. A estratégia representa uma tentativa de diferenciar a United de Delta Air Lines e American Airlines, com as quais divide o grupo das principais companhias tradicionais dos Estados Unidos.
Kirby explicou que sua referência para essa transformação não está principalmente nas concorrentes americanas, mas nas empresas asiáticas e do Oriente Médio. Segundo ele, essas companhias conseguem superar de forma consistente o padrão oferecido pelas melhores empresas dos Estados Unidos e mantêm uma relação de orgulho com as comunidades onde estão sediadas. A intenção declarada é criar uma identidade nacional mais forte para a United, fazendo com que a marca seja reconhecida não apenas por sua escala, mas também pela qualidade percebida pelos passageiros e pela população em geral. O executivo associou essa ambição ao desejo pessoal de ser o melhor em todas as áreas, embora tenha reconhecido que a empresa ainda precisa avançar antes de alcançar esse patamar.
Um dos pontos identificados por Kirby é a ausência da United no Aeroporto Internacional John F. Kennedy, em Nova York. Ele afirmou que a parceria prevista com a JetBlue Airways no próximo ano deverá ajudar a reduzir essa deficiência, mas avaliou que a cooperação não resolverá completamente o problema. A United mantém operações concentradas em cinco grandes hubs: Chicago O’Hare, Denver, George Bush, Newark Liberty e San Francisco. Dados da Cirium citados no material apontam que quase 1,9 milhão de voos foram programados nesses aeroportos ao longo de 2026, incluindo 250.306 em Chicago, 194.200 em Denver, 176.734 em Houston, 141.087 em Newark e 104.442 em San Francisco.
A presença da companhia na América do Sul também foi apontada como uma área de desvantagem competitiva. Kirby reconheceu que a American Airlines domina esse mercado e não demonstrou expectativa de uma solução rápida para ampliar a posição da United. Ainda assim, ele considera que um fortalecimento nessa região proporcionaria uma alternativa importante aos passageiros que viajam para o sul a partir do Aeroporto Internacional de Miami, principal porta de entrada da American para esses destinos. O material não detalha quais rotas, frequências ou investimentos seriam necessários para uma expansão, mas registra que a região é vista pela direção da United como uma frente relevante para o crescimento futuro.
Outra possibilidade discutida foi uma eventual fusão entre United e American Airlines. Kirby havia considerado essa operação como um caminho para consolidar a United como principal companhia de bandeira dos Estados Unidos; uma empresa resultante controlaria, segundo o material, cerca de 40% do mercado de aviação do país. A American rejeitou publicamente a proposta, argumentando que a concentração poderia prejudicar a concorrência e os consumidores. Kirby disse ter ficado surpreso e decepcionado com a manifestação, enquanto a American contestou a descrição de que teria mantido abertura para explorar a ideia. Diante da resistência, a fusão parece ainda menos provável. O executivo passou a enfatizar uma agenda mais básica, centrada na melhoria das margens de lucro e das receitas. Ele também destacou a importância de gerar fluxo de caixa adicional para preservar a estabilidade da companhia durante a crise em curso no Oriente Médio.