Marinha dos EUA amplia em US$ 150 milhões o programa X-BAT
A Marinha dos Estados Unidos concedeu mais US$ 150 milhões à Shield AI para desenvolver o X-BAT, uma aeronave de combate autônoma, pilotada por inteligência artificial e capaz de decolar e pousar verticalmente. Com a contrapartida de igual valor anunciada pela empresa, o investimento total divulgado no programa chegou a US$ 400 milhões. O novo aporte busca, entre outros objetivos, preparar o projeto para futuras exportações a aliados dos EUA, mediante a incorporação de mecanismos de proteção tecnológica. O X-BAT ainda não realizou seu primeiro voo, mas a Shield AI afirma que pretende iniciar os testes antes do fim de 2026.
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A Marinha dos Estados Unidos concedeu mais US$ 150 milhões à Shield AI para desenvolver o X-BAT, uma aeronave de combate autônoma, pilotada por inteligência artificial e capaz de decolar e pousar verticalmente. Com a contrapartida de igual valor anunciada pela empresa, o investimento total divulgado no programa chegou a US$ 400 milhões. O novo aporte busca, entre outros objetivos, preparar o projeto para futuras exportações a aliados dos EUA, mediante a incorporação de mecanismos de proteção tecnológica. O X-BAT ainda não realizou seu primeiro voo, mas a Shield AI afirma que pretende iniciar os testes antes do fim de 2026.
Os recursos foram concedidos por meio do programa Defense Exportability Features, iniciativa do Departamento de Defesa americano destinada a apoiar a adaptação de sistemas militares para vendas internacionais sem expor tecnologias consideradas sensíveis. Em geral, as empresas participantes precisam financiar pelo menos metade dos custos associados a essas características de exportação. A Shield AI ainda não revelou possíveis compradores estrangeiros, mas já começou a estruturar uma cadeia internacional de produção e suporte para o X-BAT.
Nesse contexto, a empresa assinou um acordo com o grupo grego de infraestrutura GEK TERNA para estudar a fabricação de componentes, a montagem das aeronaves e a criação de instalações de manutenção na Grécia. A divisão de responsabilidades e a localização exata das unidades ainda não foram definidas. As companhias pretendem avaliar a transformação do país em um centro regional de operação e apoio para usuários do X-BAT no sudeste da Europa e no Mediterrâneo Oriental. O material indica que essa possibilidade também se relaciona à geografia grega, marcada por centenas de ilhas no mar Egeu, embora não haja decisão sobre uma configuração operacional específica.
O financiamento mais recente se soma a US$ 50 milhões anunciados em agosto de 2026 no âmbito da iniciativa Runway Independent Maritime Expeditionary Strike, conhecida como RIMES. A iniciativa procura desenvolver aeronaves não tripuladas capazes de transportar armamentos da classe de 1.000 libras por pelo menos 1.400 milhas náuticas, ou cerca de 2.600 quilômetros, sem depender de pistas convencionais. O conceito prevê operações a partir de navios menores, como destróieres da classe Arleigh Burke, além de bases remotas e ilhas. A Shield AI também considera o emprego do X-BAT em porta-aviões e navios de assalto anfíbio.
A empresa projeta o X-BAT para atuar ao lado de caças tripulados, acrescentando capacidade de ataque às alas aéreas navais sem exigir mudanças significativas nas operações existentes de convés. Seu tamanho compacto poderia permitir mais missões de combate, segundo a Shield AI, embora essa vantagem ainda dependa da validação do projeto em testes. A aeronave deverá utilizar o motor F110, da GE Aerospace, empregado em variantes dos caças F-15 e F-16, e o sistema de inteligência artificial Hivemind para realizar o voo de forma autônoma, inclusive em cenários com interrupções de GPS ou de comunicações.


