Letônia considera o A-29 para defesa contra drones
A Força Aérea da Letônia analisa a aquisição de aeronaves de combate leve capazes de interceptar drones, e o A-29 Super Tucano, da Embraer, está entre as plataformas avaliadas. A possibilidade foi mencionada pelo coronel Viesturs Masulis, comandante da força aérea letã, durante a Global Air and Space Chiefs’ Conference, realizada em Londres em julho. A discussão ocorre em meio ao aumento de incursões de drones no espaço aéreo do país, especialmente em episódios relacionados à guerra na Ucrânia. Como a Letônia não opera atualmente aeronaves de combate de asa fixa armadas, sua proteção aérea depende da missão Baltic Air Policing, conduzida por países aliados da OTAN nos Estados bálticos.
Use para compartilhar ou copiar a URL canônica da matéria.
- Fonte
- AERO Magazine
- Data
- 13 de agosto de 2026 às 02:55 UTC
- Categoria
- Fabricantes e Industria (IND)
- Maturidade
- Materia
- Geolocalização editorial
- Letônia · 56.8796, 24.6032

A Força Aérea da Letônia analisa a aquisição de aeronaves de combate leve capazes de interceptar drones, e o A-29 Super Tucano, da Embraer, está entre as plataformas avaliadas. A possibilidade foi mencionada pelo coronel Viesturs Masulis, comandante da força aérea letã, durante a Global Air and Space Chiefs’ Conference, realizada em Londres em julho. A discussão ocorre em meio ao aumento de incursões de drones no espaço aéreo do país, especialmente em episódios relacionados à guerra na Ucrânia. Como a Letônia não opera atualmente aeronaves de combate de asa fixa armadas, sua proteção aérea depende da missão Baltic Air Policing, conduzida por países aliados da OTAN nos Estados bálticos.
O Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas Nacionais da Letônia determinou a busca por soluções para uma eventual capacidade própria de combate e treinamento. De acordo com Masulis, fabricantes já foram consultados, enquanto o governo aguarda estimativas de custos e prazos de entrega para preparar uma análise mais detalhada. O comandante afirmou que a compra é uma possibilidade concreta, mas ressaltou que qualquer solução de aviação exigiria financiamento significativo. A eventual escolha ainda depende de avaliações técnicas, orçamentárias e operacionais, sem indicação de contrato ou decisão final de aquisição.
A iniciativa integra um programa mais amplo de fortalecimento da defesa aérea da Letônia. O governo destinou mais de 1 bilhão de euros para essa área, incluindo 200 milhões de euros adicionais por ano entre 2023 e 2027. Esse montante, porém, abrange a defesa aérea como um conjunto de capacidades e não foi reservado especificamente para a compra de aviões. Masulis recomendou que seu sucessor, o coronel Edmunds Svenčs, considere o A-29 principalmente para missões contra alvos de baixa velocidade e drones. A aeronave também poderia apoiar operações das Forças Terrestres, além de desempenhar tarefas de patrulha, vigilância armada, ataque leve e treinamento.
O interesse pelo Super Tucano está associado à autonomia, ao perfil de voo e à possibilidade de integrar sensores e diferentes armamentos. Segundo o material, o avião pode permanecer em patrulha por mais de seis horas, utiliza sensores eletro-ópticos e infravermelhos e possui metralhadoras de calibre .50 incorporadas à estrutura. Também pode empregar munições guiadas de precisão, armamentos ar-ar e operar em pistas curtas ou não preparadas. A Embraer anunciou, em março, uma parceria com a norte-americana Valkyrie Aero para integrar o sistema de inteligência artificial Gunslinger aos sensores e sistemas de armas do A-29. A proposta é auxiliar na detecção, no acompanhamento e no engajamento de ameaças não tripuladas. Ainda assim, a configuração voltada especificamente à interceptação de drones não foi demonstrada operacionalmente contra aeronaves do tipo Shahed ou Geran.
A Embraer também apresentou, em 2023, o A-29N, versão adaptada a requisitos de interoperabilidade da OTAN, com aviônicos e comunicações compatíveis com os padrões da aliança. Portugal assinou em dezembro de 2024 um contrato de 200 milhões de euros para 12 aeronaves desse modelo e recebeu as cinco primeiras em 2025, tornando-se seu primeiro operador. A Polônia igualmente avaliou o avião, após uma visita de uma delegação militar às instalações da Embraer no Brasil. Na Letônia, uma capacidade própria exigiria investimentos adicionais em formação de pilotos, infraestrutura, armamentos, manutenção, logística e sustentação. O contexto inclui incursões registradas em 2026, entre elas a entrada de dois drones provenientes da Rússia em 7 de maio, quando um atingiu uma instalação de armazenamento de petróleo em Rēzekne. Autoridades letãs costumam atribuir esses episódios a desvios de trajetória ou interferência eletrônica, sem afirmar necessariamente que tenham sido ações deliberadas.
Relacionados
Mesma editoria
Materia
Componente de US$ 10 pode atrasar entrega de aeronave de US$ 200 milhões
A indústria global de aviação enfrenta um descompasso crescente entre a demanda das companhias aéreas e a capacidade dos fabricantes de produzir e entregar aeronaves. Embora os pedidos comerciais tenham atingido níveis elevados, as cadeias de suprimentos continuam expostas a interrupções em diferentes regiões e níveis de fornecimento. O material destaca que um gargalo não precisa estar ligado a uma grande estrutura da aeronave: um componente de baixo custo, produzido por um fornecedor distante e pouco conhecido, pode interromper uma etapa crítica da montagem final. A resposta apontada passa por engenharia digital, inteligência artificial e maior visibilidade sobre toda a rede industrial, com o objetivo de identificar riscos antes que eles afetem os prazos de entrega.
IND · Severidade 1
Mesma editoria
Materia
Exército dos EUA contrata modernização dos aviônicos do CH-47 Chinook
O Exército dos Estados Unidos concedeu à Collins Aerospace, unidade da RTX, um contrato de até US$ 472 milhões para serviços de engenharia voltados à modernização e à sustentação de sua frota de helicópteros de transporte pesado CH-47 Chinook. O acordo inclui a atualização dos aviônicos, o enfrentamento da obsolescência de componentes e o aprimoramento da arquitetura eletrônica das aeronaves. O objetivo é facilitar a integração de novas capacidades e preservar a disponibilidade operacional da frota diante da evolução dos requisitos de emprego militar. O trabalho será realizado em Huntsville, no Alabama, e Cedar Rapids, em Iowa, conforme o material complementar fornecido.