easyJet corta mais 700 mil assentos na programação de inverno
A easyJet retirará entre 600 mil e 700 mil assentos adicionais de sua programação de voos para o inverno de 2026-2027, depois de ter anunciado uma redução semelhante durante o verão. Com isso, o total de lugares eliminados da temporada pode chegar a aproximadamente 1,3 milhão ou 1,4 milhão. O novo corte equivale, segundo o CEO Kenton Jarvis, a cerca de dois dias de operação de toda a rede da companhia. A temporada de inverno considerada vai do fim de outubro de 2026 ao fim de março de 2027, período em que a demanda costuma ser menor em comparação com os meses de alta temporada.
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A easyJet retirará entre 600 mil e 700 mil assentos adicionais de sua programação de voos para o inverno de 2026-2027, depois de ter anunciado uma redução semelhante durante o verão. Com isso, o total de lugares eliminados da temporada pode chegar a aproximadamente 1,3 milhão ou 1,4 milhão. O novo corte equivale, segundo o CEO Kenton Jarvis, a cerca de dois dias de operação de toda a rede da companhia. A temporada de inverno considerada vai do fim de outubro de 2026 ao fim de março de 2027, período em que a demanda costuma ser menor em comparação com os meses de alta temporada.
A decisão ocorre em um cenário de forte pressão sobre os custos de combustível para as companhias aéreas. O material relaciona a alta das despesas à crise em andamento no Oriente Médio, que teria impulsionado os preços do querosene de aviação. A Associação Internacional de Transporte Aéreo, a IATA, advertiu que as empresas do setor poderão gastar US$ 100 bilhões adicionais com combustível em 2026, conforme informação mencionada na reportagem. Para a easyJet, a redução de capacidade representa uma forma de limitar a exposição a parcelas mais caras do combustível utilizado durante os meses de menor demanda.
As companhias aéreas costumam combinar contratos de proteção de preço, conhecidos como hedge, com compras não protegidas, mais diretamente influenciadas pelas oscilações do petróleo. Kenton Jarvis afirmou ao Financial Times que os ajustes permitirão à easyJet reduzir o uso de combustível mais caro ao longo do inverno. A estratégia, portanto, não consiste apenas em diminuir o número de assentos disponíveis, mas também em concentrar a operação nas frequências e nos voos considerados mais rentáveis. O material não informa quais serão todas as rotas ou voos especificamente afetados pelo corte adicional.
Em comunicado citado na reportagem, a easyJet afirmou que revisa continuamente sua programação e que as alterações representam uma parcela pequena de sua operação total. A empresa disse ainda que costuma anunciar mudanças com antecedência e priorizar voos com várias frequências diárias, para que os passageiros tenham mais facilidade de migrar para uma alternativa. O conteúdo complementar esclarece que a medida corresponde a ajustes de malha, e não a uma onda de cancelamentos generalizados de reservas já emitidas. Também foi mencionado um corte de aproximadamente 3.500 voos na programação de inverno, embora a relação entre esse número e o total de assentos não seja detalhada.
A companhia vem alterando sua rede de forma mais ampla. Desde janeiro de 2025, a easyJet retirou ou programou a retirada de operações em seis aeroportos: Milão-Bérgamo, Estocolmo-Arlanda, Istambul, Harstad/Narvik, Oslo e Leeds Bradford. As datas indicadas para esses encerramentos se estendem até janeiro de 2027, e o histórico de atendimento de cada aeroporto varia de 2008 a 2025, com interrupções em alguns casos. Apesar da retirada de capacidade em determinados mercados, o material registra que os assentos anteriormente alocados a esses aeroportos foram redirecionados para outros destinos. Os planos iniciais para 2026 chegaram a apontar uma oferta recorde de 105 milhões de assentos na rede da easyJet.

