Delta substitui winglets blended por modelos split scimitar
A Delta Air Lines vem substituindo os blended winglets instalados em parte de seus Boeing 737-800 e 737-900ER por split scimitar winglets, uma solução considerada mais eficiente para reduzir o consumo de combustível. A companhia iniciou os trabalhos em seus 737-900ER em 2015 e, em 2022, ampliou os pedidos à Aviation Partners para equipar também sua frota de 737-800. A mudança ocorre enquanto a empresa moderniza o interior de algumas aeronaves mais antigas e se prepara para receber 100 Boeing 737 MAX 10, cuja entrada na frota está prevista para começar em 2027. O material informa que os novos dispositivos podem gerar economia anual próxima de 3,3 milhões de galões de combustível para a Delta.
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A Delta Air Lines vem substituindo os blended winglets instalados em parte de seus Boeing 737-800 e 737-900ER por split scimitar winglets, uma solução considerada mais eficiente para reduzir o consumo de combustível. A companhia iniciou os trabalhos em seus 737-900ER em 2015 e, em 2022, ampliou os pedidos à Aviation Partners para equipar também sua frota de 737-800. A mudança ocorre enquanto a empresa moderniza o interior de algumas aeronaves mais antigas e se prepara para receber 100 Boeing 737 MAX 10, cuja entrada na frota está prevista para começar em 2027. O material informa que os novos dispositivos podem gerar economia anual próxima de 3,3 milhões de galões de combustível para a Delta.
Winglets são dispositivos instalados nas pontas das asas para reduzir efeitos aerodinâmicos associados aos vórtices produzidos durante o voo. Embora o ganho individual possa parecer pequeno, a economia acumulada em uma grande frota é relevante para companhias aéreas. Diferentes formatos foram desenvolvidos ao longo do tempo, e a evolução desses projetos acompanha o avanço do conhecimento sobre aerodinâmica e eficiência operacional. Os blended winglets se caracterizam pela transição suave entre a asa e a extensão vertical, enquanto os split scimitar têm elementos curvos acima e abaixo da asa, com pontas que lembram uma espada de lâmina curva. Segundo o material, os primeiros podem proporcionar economia de aproximadamente 3,3%, enquanto os split scimitar chegam a até 5,5% por aeronave.
A Aviation Partners disponibilizou os split scimitar para o Boeing 737-800 e o 737-900ER a partir de 2014, e posteriormente ampliou a oferta para outras variantes da família 737. A Southwest Airlines foi a primeira companhia a realizar um voo com um avião adaptado ao novo modelo, em abril de 2014. Na configuração adotada, o dispositivo apresenta mudanças tanto na parte superior quanto na inferior da estrutura anterior, incluindo pontas aerodinâmicas em formato de cimitarra e uma extensão inferior maior. A Delta começou a instalar a solução em seus 737-900ER no ano seguinte e depois contratou novos lotes para essas aeronaves e para os 737-800. O acordo foi apresentado pela fabricante como parte dos esforços da companhia para melhorar a sustentabilidade e a eficiência da operação.
A frota citada no material inclui 77 Boeing 737-800 e 163 Boeing 737-900ER já entregues, além de 100 737 MAX 10 encomendados. Os MAX 10 não deverão receber exatamente os mesmos split scimitar usados como retrofit nos modelos anteriores. Suas pontas de asa utilizam um projeto próprio, chamado split-tip winglet, que se parece visualmente com o modelo anterior, mas apresenta diferenças no ângulo da divisão e na transição entre a asa e o dispositivo. O split scimitar é associado aos programas da Aviation Partners para a família 737, enquanto o novo formato foi desenvolvido especificamente para a geração MAX. O material também registra que a Aviation Partners oferece adaptações para modelos mais antigos, como os 737-300 e 737-500, e que a empresa esteve envolvida em uma disputa judicial com a Airbus relacionada a tecnologias de winglets, encerrada por acordo em 2018.

