United afasta piloto enquanto revisa posts sobre os ataques de 7 de outubro
A United Airlines retirou o capitão Ibrahim R. Mossallam das funções de voo enquanto conduz uma revisão interna, quase três anos depois de tê-lo afastado inicialmente por comentários publicados nas redes sociais sobre os ataques de 7 de outubro de 2023, liderados pelo Hamas contra Israel. A companhia confirmou a medida, mas não informou o que motivou a nova análise nem esclareceu se ela está relacionada a novas publicações do piloto. Em comunicado, a empresa afirmou apenas que o profissional foi mantido fora do serviço enquanto a revisão prossegue. O caso voltou a receber atenção pública após reportagens questionarem o retorno de Mossallam às operações comerciais.
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A United Airlines retirou o capitão Ibrahim R. Mossallam das funções de voo enquanto conduz uma revisão interna, quase três anos depois de tê-lo afastado inicialmente por comentários publicados nas redes sociais sobre os ataques de 7 de outubro de 2023, liderados pelo Hamas contra Israel. A companhia confirmou a medida, mas não informou o que motivou a nova análise nem esclareceu se ela está relacionada a novas publicações do piloto. Em comunicado, a empresa afirmou apenas que o profissional foi mantido fora do serviço enquanto a revisão prossegue. O caso voltou a receber atenção pública após reportagens questionarem o retorno de Mossallam às operações comerciais.
A primeira controvérsia ocorreu em novembro de 2023, quando uma publicação atribuída ao piloto no Facebook se tornou pública. No texto, ele descreveu os ataques como “resistência de um povo corajoso” e afirmou que os acontecimentos “não foram sem provocação”. As declarações provocaram críticas e levaram a United a retirá-lo da escala de voos com remuneração durante uma investigação. Posteriormente, Mossallam voltou a voar, embora os relatos disponíveis apresentem versões diferentes sobre a duração de seu afastamento. A empresa não divulgou publicamente as conclusões daquela apuração nem explicou em detalhes os critérios que permitiram seu retorno às operações.
A questão ganhou novo impulso nesta semana depois que a jornalista israelense Libby Blanca Alon, do Channel 14, questionou por que o piloto continuava autorizado a ocupar a cabine. Segundo o relato citado, dois pilotos da United que viajavam como passageiros em um voo operado por Mossallam teriam cedido seus assentos na primeira classe para permanecer na cabine e acompanhar a atuação do comandante. A mesma cobertura afirmou que a companhia teria tentado demiti-lo, mas encontrado resistência do sindicato dos pilotos. Essas alegações não foram verificadas de forma independente, não identificam o voo nem sua data, e não foram comentadas publicamente pela United.
O novo afastamento também ocorre após o incidente de 30 de setembro de 2026 envolvendo o voo FZ1073, da flydubai, com destino a Tel Aviv. De acordo com o material disponível, um primeiro oficial teria atacado o comandante e tentado assumir o controle da aeronave antes de ser contido por passageiros. O avião acabou sendo desviado para Tabuk, na Arábia Saudita. A relação entre esse episódio e a revisão envolvendo Mossallam não foi estabelecida pelas fontes; o incidente é apresentado como parte do contexto de atenção renovada sobre a conduta de tripulantes e os procedimentos de segurança na cabine.
Também houve divergências sobre o momento em que Mossallam teria retomado os voos após o afastamento mais recente. O site especializado DansDeals informou em 7 de outubro de 2026 que a United havia negado uma reportagem da mídia israelense segundo a qual o piloto já estaria novamente em serviço. A informação reforça que o status operacional do comandante não estava plenamente esclarecido nos relatos públicos. Mossallam é descrito como piloto de aeronaves Boeing 757 e 767 da companhia. Ele também aparece listado como vice-presidente do conselho da seção de Nova York do Council on American-Islamic Relations, organização muçulmana de direitos civis. Até o momento, a United não detalhou o alcance, o cronograma ou o resultado esperado da revisão atual.


