Delta registra lucro ajustado de US$ 1,13 bilhão no terceiro trimestre
A Delta Air Lines encerrou o terceiro trimestre de 2026 com lucro líquido ajustado de US$ 1,13 bilhão, avanço de 2% na comparação anual. A companhia também alcançou receita operacional de US$ 20,2 bilhões, crescimento de 21% sobre o mesmo período de 2025. O desempenho refletiu a expansão das receitas domésticas e internacionais, mas ocorreu em meio a uma pressão significativa sobre os custos, principalmente devido ao encarecimento do combustível de aviação. Para o quarto trimestre, a empresa projeta aumento aproximado de 20% na receita e margem operacional entre 7% e 9%.
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A Delta Air Lines encerrou o terceiro trimestre de 2026 com lucro líquido ajustado de US$ 1,13 bilhão, avanço de 2% na comparação anual. A companhia também alcançou receita operacional de US$ 20,2 bilhões, crescimento de 21% sobre o mesmo período de 2025. O desempenho refletiu a expansão das receitas domésticas e internacionais, mas ocorreu em meio a uma pressão significativa sobre os custos, principalmente devido ao encarecimento do combustível de aviação. Para o quarto trimestre, a empresa projeta aumento aproximado de 20% na receita e margem operacional entre 7% e 9%.
A receita por unidade na operação doméstica dos Estados Unidos cresceu 16%, enquanto o segmento internacional avançou 12%. Entre os mercados internacionais, a América Latina apresentou alta de 22%, e a operação transpacífica registrou crescimento de 13% na receita, acompanhada por expansão de 8% na capacidade. Os números indicam desempenho positivo em diferentes regiões atendidas pela companhia, com crescimento tanto em mercados de passageiros quanto em atividades associadas à aviação comercial. A empresa relacionou a evolução dos resultados à demanda por viagens e à combinação de tarifas, capacidade e produtos de maior valor agregado.
O combustível foi um dos principais elementos de pressão sobre as despesas da Delta no trimestre. A companhia informou gasto ajustado de US$ 4,1 bilhões nessa rubrica, aumento de 62% em relação ao terceiro trimestre de 2025. O preço médio ajustado do combustível subiu 60% no mesmo intervalo. Mesmo com essa elevação, a empresa conseguiu manter crescimento do lucro ajustado, embora em ritmo bem inferior ao avanço da receita. A diferença entre esses indicadores mostra que parte relevante do ganho operacional foi absorvida pelo aumento dos custos, especialmente os relacionados ao abastecimento da frota.
Produtos premium e receitas diversificadas tiveram papel central no resultado. Essas fontes responderam por 61% da receita operacional ajustada do trimestre, enquanto a receita de produtos premium cresceu 18%. Na aviação de passageiros, os bilhetes dessas categorias geraram US$ 6,82 bilhões, e a cabine principal alcançou US$ 6,80 bilhões, com alta de 12%. A receita vinculada ao programa de fidelidade aumentou 18%, para US$ 1,30 bilhão. Também houve avanço nas atividades fora do transporte regular de passageiros: a carga cresceu 29%, para US$ 301 milhões, e a área de manutenção, reparo e revisão chegou a US$ 296 milhões no trimestre e US$ 990 milhões nos nove primeiros meses do ano.
A Delta recebeu 13 aeronaves entre julho e setembro, incluindo unidades dos modelos Airbus A350-900, A321neo e A220-300. A companhia anunciou ainda novas ligações internacionais para 2027, conectando Seattle a Tóquio, Los Angeles a Manila, Austin a Paris, Detroit a Atenas e Boston a Veneza. Em Los Angeles, a empresa também informou que terá sua maior programação histórica no aeroporto, com novos serviços e mais frequências para destinos domésticos. Para o encerramento de 2026, a projeção é de fluxo de caixa livre próximo de US$ 2,5 bilhões e alavancagem bruta em torno de 2,2 vezes, enquanto a estratégia comercial permanece concentrada em receitas premium e diversificadas.


