Delta mantém distância do Airbus A321XLR em voos transatlânticos
A Delta Air Lines adotou uma estratégia diferente da American Airlines e da United Airlines para substituir seus Boeing 757 em operações de longo curso. Enquanto as duas concorrentes incorporaram o Airbus A321XLR, modelo visto como sucessor direto do 757, a Delta decidiu não utilizar o jato em rotas transatlânticas. A empresa considera que aeronaves de corredor único não preservariam o nível de serviço premium que pretende oferecer nessas viagens. Em vez disso, concentra o crescimento internacional em modelos de fuselagem larga, como Airbus A330neo, Airbus A350 e Boeing 787, enquanto mantém o A321neo convencional principalmente em rotas domésticas e de médio alcance.
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- Fonte
- Simple Flying
- Data
- 29 de outubro de 2026 às 19:06 UTC
- Categoria
- Companhias Aereas (CIA)
- Maturidade
- Materia

A Delta Air Lines adotou uma estratégia diferente da American Airlines e da United Airlines para substituir seus Boeing 757 em operações de longo curso. Enquanto as duas concorrentes incorporaram o Airbus A321XLR, modelo visto como sucessor direto do 757, a Delta decidiu não utilizar o jato em rotas transatlânticas. A empresa considera que aeronaves de corredor único não preservariam o nível de serviço premium que pretende oferecer nessas viagens. Em vez disso, concentra o crescimento internacional em modelos de fuselagem larga, como Airbus A330neo, Airbus A350 e Boeing 787, enquanto mantém o A321neo convencional principalmente em rotas domésticas e de médio alcance.
A Airbus informa alcance de até 4.700 milhas náuticas, ou 8.704 quilômetros, para o A321XLR, capacidade suficiente para muitas ligações entre a América do Norte e a Europa. Ainda assim, a Delta vem reduzindo sistematicamente a operação transatlântica com aeronaves de corredor único. Em uma teleconferência de resultados do terceiro trimestre de 2025, o presidente Glen Hauenstein afirmou que a companhia havia optado por não empregar narrowbodies no Atlântico por questões relacionadas ao produto e à marca. Antes disso, no evento com investidores de 2019, o presidente-executivo Ed Bastian já havia demonstrado dúvidas sobre a adequação do XLR ao mercado transatlântico.
Naquele período, Bastian defendia que a Boeing desenvolvesse um avião de médio porte capaz de substituir tanto os 757 quanto os 767 em rotas para a Europa. A Delta chegou a manifestar interesse em adquirir até 200 unidades desse projeto, conhecido como New Midmarket Airplane. O programa foi abandonado pela Boeing no início de 2020, quando a fabricante redirecionou esforços para corrigir problemas de software do 737 MAX e obter a retomada da certificação e das operações do modelo. Sem uma alternativa da Boeing para esse segmento intermediário, a Delta transferiu sua estratégia de modernização para a Airbus.
O A330neo passou a ocupar o papel de principal substituto dos 767 mais antigos, enquanto os A350-900 foram incorporados em quantidade crescente. No segmento inferior do mercado, a companhia ampliou fortemente seus pedidos do A321neo, que já somam 189 aeronaves. O modelo assumiu diversas rotas antes operadas pelo 757, mas sem oferecer o alcance necessário para a maioria dos voos transatlânticos realizados por esse tipo. Assim, os trajetos europeus podem ser transferidos para aeronaves maiores, enquanto as rotas domésticas permanecem com o A321neo. Em algumas ligações transcontinentais entre Nova York e Los Angeles, a Delta também prepara configurações mais voltadas ao público premium.
A empresa continua direcionando recursos para aviões de fuselagem larga. Em 2024, tornou-se a primeira companhia aérea dos Estados Unidos a encomendar o A350-1000, com 20 unidades previstas. Posteriormente, confirmou pedidos firmes de 16 A330-900 e 15 A350-900, além de direitos de compra para outros 20 aviões. A Delta também realizou seu primeiro pedido direto do Boeing 787, com 30 unidades do 787-10 e direitos para mais 30. As entregas previstas a partir de 2031 deverão atender rotas transatlânticas e sul-americanas. O material indica que os A350-1000 terão uma configuração fortemente orientada ao segmento premium e deverão ocupar posição central na identidade da frota.
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