Boeing prevê frota comercial chinesa acima de 9.800 aviões até 2045
A frota comercial da China poderá mais que dobrar nas próximas duas décadas e superar 9.800 aeronaves até 2045, segundo uma projeção de mercado divulgada pela Boeing. O cenário considera a necessidade de 9.240 novos aviões entre 2026 e 2045, impulsionada tanto pela expansão da capacidade das companhias aéreas quanto pela substituição de modelos mais antigos. A estimativa representa uma perspectiva de longo prazo, e não uma carteira de pedidos já contratados. O crescimento previsto deverá ser concentrado principalmente em aeronaves de corredor único, usadas em rotas domésticas e regionais de alta frequência.
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A frota comercial da China poderá mais que dobrar nas próximas duas décadas e superar 9.800 aeronaves até 2045, segundo uma projeção de mercado divulgada pela Boeing. O cenário considera a necessidade de 9.240 novos aviões entre 2026 e 2045, impulsionada tanto pela expansão da capacidade das companhias aéreas quanto pela substituição de modelos mais antigos. A estimativa representa uma perspectiva de longo prazo, e não uma carteira de pedidos já contratados. O crescimento previsto deverá ser concentrado principalmente em aeronaves de corredor único, usadas em rotas domésticas e regionais de alta frequência.
Dos 9.240 aviões projetados para entrega no período, 7.215 serão modelos de corredor único, o equivalente a aproximadamente 78% da demanda total. A preferência por esse segmento está relacionada à dimensão do mercado interno chinês e à expectativa de aumento dos voos entre cidades do país e destinos próximos na Ásia. A projeção também inclui 1.460 aeronaves de fuselagem larga, 405 aviões regionais e 160 cargueiros novos. A composição indica que a ampliação da conectividade doméstica deverá ter peso maior que a expansão de operações de longo curso, embora ambos os segmentos estejam contemplados no cenário.
A previsão considera que cerca de 42% das novas entregas serão destinadas diretamente à substituição de aeronaves antigas. Pelos números apresentados no material, isso corresponde a aproximadamente 3.905 aviões, enquanto os demais 5.335 acrescentariam capacidade à frota existente. Essa divisão mostra que o crescimento esperado não dependerá apenas da abertura de novas rotas: parte significativa das compras servirá para renovar equipamentos atualmente em operação. O resultado projetado, portanto, combina aumento líquido da frota com a modernização gradual dos aviões utilizados pelas empresas chinesas.
A expansão está associada a uma alta média anual de 5% no tráfego de passageiros chinês ao longo dos próximos 20 anos. Entre os fatores apontados estão o crescimento da classe média, a ampliação de destinos com entrada sem visto e a continuidade dos investimentos em infraestrutura. A avaliação também considera fundamentos econômicos e regulatórios favoráveis à maior acessibilidade do transporte aéreo. Dentro desse cenário, o mercado doméstico chinês poderá se tornar o maior do mundo até 2045, à medida que mais pessoas recorram ao avião para viagens de negócios e lazer. O material também indica que o tráfego de longa distância da China poderá crescer acima das taxas observadas em outras partes da Ásia.
A demanda futura deverá intensificar a disputa entre os principais fabricantes. A Boeing mantém uma presença relevante na aviação comercial chinesa, mas permanece atrás da Airbus em capacidade doméstica. Dados de novembro de 2026 citados no material apontam que aeronaves Boeing estavam associadas a 150.354 voos internos no mês, ou 38,4% do total, enquanto aviões Airbus respondiam por 209.331 voos, equivalentes a 53,4%. A fabricante chinesa COMAC aparecia com 20.616 voos, ou 5,3%. Esses números descrevem a operação doméstica naquele período e não representam participação futura nem pedidos confirmados. A expansão projetada também abre espaço para a COMAC, que já produz e entrega o modelo C919, especialmente no segmento de corredor único.
