Boeing prevê 3.000 novas aeronaves no Oriente Médio até 2045
A Boeing projeta crescimento médio anual de 4,3% no tráfego de passageiros do Oriente Médio ao longo dos próximos vinte anos, mesmo diante das pressões atuais sobre a indústria da aviação. Com a expectativa de que o volume de viagens na região dobre até 2045, o levantamento aponta demanda por aproximadamente 3.000 aeronaves novas. A frota comercial regional deverá superar 3.500 unidades, praticamente o dobro do contingente atual. Em escala global, a fabricante estima necessidade de quase 44.000 aviões novos no mesmo período, com expansão de quase 80% da frota comercial mundial, para mais de 50.000 aeronaves até 2045.
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A Boeing projeta crescimento médio anual de 4,3% no tráfego de passageiros do Oriente Médio ao longo dos próximos vinte anos, mesmo diante das pressões atuais sobre a indústria da aviação. Com a expectativa de que o volume de viagens na região dobre até 2045, o levantamento aponta demanda por aproximadamente 3.000 aeronaves novas. A frota comercial regional deverá superar 3.500 unidades, praticamente o dobro do contingente atual. Em escala global, a fabricante estima necessidade de quase 44.000 aviões novos no mesmo período, com expansão de quase 80% da frota comercial mundial, para mais de 50.000 aeronaves até 2045.
A previsão inclui tanto a substituição de aviões mais antigos quanto o aumento da capacidade disponível. Segundo o estudo, 85% da frota em operação no Oriente Médio em 2045 será formada por aeronaves entregues nas duas décadas anteriores, o que indica uma composição mais recente e eficiente em termos de consumo de combustível. A região já apresenta participação no tráfego global de passageiros equivalente ao dobro de sua parcela na população mundial. Esse desempenho é associado à presença de companhias aéreas com redes de longo alcance e à posição do Oriente Médio nas conexões internacionais. O crescimento esperado também contempla a ampliação de rotas ponto a ponto, da conectividade doméstica e dos serviços intrarregionais.
Os aviões de fuselagem larga concentram uma parcela expressiva da demanda regional. A Boeing prevê 1.370 entregas de widebodies até 2045, quase metade do total destinado ao Oriente Médio. Essa proporção será a mais elevada entre as regiões analisadas e ficará acima de duas vezes a média global. Para os modelos de corredor único, a estimativa é de 1.505 aeronaves, que deverão apoiar a expansão de rotas de curta e média distância e o avanço das operadoras de baixo custo. As ligações entre o Oriente Médio e a Ásia devem crescer cerca de 6% nos próximos vinte anos, alcançando em 2045 um volume de tráfego três vezes maior que o registrado em 2025, conforme a projeção apresentada.
A aviação cargueira também aparece como um dos vetores de expansão. As companhias aéreas do Oriente Médio respondem atualmente por aproximadamente 15% do transporte internacional de carga aérea. O estudo estima que a participação regional na frota mundial de cargueiros widebody de grande porte aumentará de menos de 10% para quase 20%. Para acompanhar a diversificação das cadeias logísticas e o avanço do comércio eletrônico, são esperadas 120 entregas de novos cargueiros de fuselagem larga. A projeção sinaliza uma ampliação da capacidade de transporte de mercadorias na região, embora o material não detalhe quais empresas ou países concentrariam essas futuras aquisições.
Além da venda e da operação de aeronaves, o mercado regional de serviços de aviação deverá crescer aproximadamente 4% ao ano. A Boeing calcula investimentos de US$ 475 bilhões em manutenção, soluções digitais e treinamento de profissionais durante os próximos vinte anos. A necessidade de mão de obra até 2045 é estimada em 236.000 novos trabalhadores, incluindo 67.000 pilotos, 65.000 técnicos de manutenção e 104.000 comissários de bordo. Para atender a essa demanda, o levantamento destaca a necessidade de cooperação entre companhias aéreas, centros de treinamento, universidades, governos e a indústria aeroespacial. Essa articulação deverá ampliar a capacidade de formação e sustentar a expansão projetada da frota e dos serviços associados.


