Avolon encomenda 250 aeronaves da Airbus e da Boeing
A Avolon anunciou encomendas firmes de 250 aeronaves de nova geração junto à Airbus e à Boeing. A empresa de arrendamento sediada em Dublin informou que o pacote inclui 140 aviões da Boeing e 110 da Airbus, destinados à ampliação e à renovação de seu portfólio. O acordo ainda depende da aprovação dos acionistas da Bohai Leasing Co., Ltd., que controla 70% da Avolon. A expectativa informada é que essa autorização seja obtida antes do fim de outubro de 2026. Além das encomendas firmes, a operação prevê opções para outras 100 aeronaves Airbus.
FlightGlobal3 min de leitura
Use para compartilhar ou copiar a URL canônica da matéria.

A Avolon anunciou encomendas firmes de 250 aeronaves de nova geração junto à Airbus e à Boeing. A empresa de arrendamento sediada em Dublin informou que o pacote inclui 140 aviões da Boeing e 110 da Airbus, destinados à ampliação e à renovação de seu portfólio. O acordo ainda depende da aprovação dos acionistas da Bohai Leasing Co., Ltd., que controla 70% da Avolon. A expectativa informada é que essa autorização seja obtida antes do fim de outubro de 2026. Além das encomendas firmes, a operação prevê opções para outras 100 aeronaves Airbus.
Do total contratado com a Boeing, 140 unidades pertencem à família 737 MAX. O resumo divulgado não detalha a distribuição por variante dentro dessa família, mas confirma que o modelo representa toda a parcela da fabricante americana incluída no pedido firme. Com a Airbus, a Avolon receberá 75 aeronaves da família A320neo e 35 jatos de fuselagem larga A330neo. A composição reúne, portanto, aviões de corredor único, voltados principalmente a operações de curta e média distância, e aeronaves maiores destinadas a rotas de maior capacidade e alcance.
A Avolon apresentou a decisão como uma forma de garantir posições de entrega futuras em um cenário de forte procura por aeronaves novas. Os relatos sobre o acordo também mencionam que as carteiras de pedidos acumuladas da Airbus e da Boeing permanecem elevadas, o que limita a disponibilidade de espaços de produção e entrega. Para uma empresa de arrendamento, assegurar antecipadamente esses espaços pode contribuir para planejar a composição futura da frota e atender à demanda de companhias aéreas interessadas em receber aeronaves por meio de contratos de leasing. O material, contudo, não informa quais clientes finais receberão os aviões.
A operação não representa uma entrega imediata das 250 aeronaves. Trata-se de um compromisso de compra ainda condicionado à aprovação dos acionistas da controladora. Conforme o cronograma divulgado em cobertura posterior, as entregas dos aviões Airbus estão previstas para se estender até 2035, enquanto as aeronaves Boeing seriam entregues até 2036. Esses prazos indicam que o pedido foi estruturado para apoiar a estratégia de frota da Avolon ao longo de vários anos, e não apenas para atender a uma necessidade pontual de capacidade.
A participação da Bohai Leasing é central na estrutura corporativa da transação. A companhia, listada em Shenzhen, detém 70% da Avolon, razão pela qual a aprovação de seus acionistas é necessária antes da conclusão do compromisso. Até essa autorização, os pedidos permanecem sujeitos à condição societária informada pela empresa. O material disponível não relata eventual rejeição, alteração ou conclusão desse processo, nem apresenta detalhes sobre as condições financeiras negociadas individualmente com as fabricantes.
Considerando também as opções para 100 jatos Airbus, o pacote completo pode alcançar 350 aeronaves. Uma estimativa divulgada para o valor potencial da operação chega a US$ 63,44 bilhões a preços de catálogo, incluindo essas opções. Esse montante não corresponde necessariamente ao preço efetivamente pago, pois os valores finais de grandes encomendas normalmente podem ser inferiores aos preços de tabela em razão de descontos comerciais. A informação disponível não revela os preços contratados nem confirma se as opções serão exercidas. O anúncio reforça, contudo, a posição da Avolon como uma das grandes empresas globais de leasing e sua aposta em aeronaves de nova tecnologia das duas principais fabricantes comerciais.


