Avolon confirma encomenda de 140 Boeing 737-10
A arrendadora irlandesa Avolon confirmou a compra de 140 aeronaves Boeing 737-10, consolidando um dos maiores pedidos já realizados por uma empresa de leasing para a família 737 MAX. O acordo, formalizado pela Boeing em 4 de novembro de 2026, esclarece a composição de uma encomenda anunciada inicialmente em outubro, quando a companhia havia informado apenas que adquiriria 140 jatos da Boeing, sem especificar as variantes. Com a confirmação, toda a parcela destinada à fabricante norte-americana passa a ser atribuída ao 737-10, a maior versão da família 737 MAX mencionada no material fornecido.
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A arrendadora irlandesa Avolon confirmou a compra de 140 aeronaves Boeing 737-10, consolidando um dos maiores pedidos já realizados por uma empresa de leasing para a família 737 MAX. O acordo, formalizado pela Boeing em 4 de novembro de 2026, esclarece a composição de uma encomenda anunciada inicialmente em outubro, quando a companhia havia informado apenas que adquiriria 140 jatos da Boeing, sem especificar as variantes. Com a confirmação, toda a parcela destinada à fabricante norte-americana passa a ser atribuída ao 737-10, a maior versão da família 737 MAX mencionada no material fornecido.
A encomenda faz parte de um pacote mais amplo de 250 aeronaves negociado pela Avolon. Além dos 140 aviões da Boeing, o acordo inclui 110 aeronaves da Airbus, divididas entre 75 unidades da família A320neo e 35 do modelo A330neo. A empresa também havia divulgado uma opção para adquirir outros 100 aviões da Airbus. A combinação de pedidos firmes de aeronaves de corredor único e de fuselagem larga indica uma estratégia de ampliação e diversificação da frota disponível para operações de arrendamento, embora o material não detalhe os clientes finais, os calendários de entrega ou a distribuição dos aviões entre os mercados atendidos.
A Avolon, sediada em Dublin e controlada pela chinesa Bohai Leasing, está entre as grandes arrendadoras globais de aeronaves. Nesse modelo de negócio, empresas de leasing compram aviões e os disponibilizam a companhias aéreas por meio de contratos de arrendamento, permitindo que transportadoras ampliem ou renovem suas frotas sem necessariamente realizar a aquisição direta das aeronaves. A encomenda da Avolon, portanto, não representa necessariamente uma expansão imediata de uma única companhia aérea, mas amplia o estoque de aeronaves que poderá ser oferecido posteriormente a diferentes operadores.
Segundo a Boeing, o negócio representa um recorde de pedidos do 737 MAX realizado por uma empresa de leasing. Após a conclusão da compra, a carteira da Avolon passou a incluir mais de 240 aeronaves 737 MAX ainda não entregues. Esse volume reforça a relevância da fabricante e da arrendadora dentro do mercado de aviões comerciais de corredor único, segmento no qual o 737 MAX concorre com a família Airbus A320neo. O material fornecido não informa quantas unidades do novo pedido serão destinadas a contratos já assinados com companhias aéreas nem se haverá alterações futuras na quantidade ou nas condições comerciais.
A definição pelo 737-10 ocorreu depois de a Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos, a FAA, certificar essa variante, elemento apontado por veículos especializados como relevante para a decisão da Avolon. A certificação é mencionada no contexto do anúncio, mas as informações fornecidas não apresentam detalhes sobre requisitos operacionais, eventuais restrições ou o cronograma de entrada em serviço do modelo. Também não há indicação, no material, de valores financeiros para a transação, opções relacionadas ao pedido da Boeing ou datas específicas para as entregas. A confirmação da variante encerra, contudo, a principal incerteza do anúncio original de outubro e transforma a parcela Boeing do acordo em uma encomenda integralmente composta pelo 737-10.


