Automação acelera manutenção aeronáutica da RTX na Ásia-Pacífico
A Ásia-Pacífico deverá se tornar, na próxima década, o maior mercado mundial de aviação em número de aeronaves, aumentando a pressão sobre empresas de manutenção, reparo e revisão, conhecidas pela sigla MRO. Em Singapura, a Pratt & Whitney, empresa da RTX, vem respondendo a essa perspectiva com investimentos em automação, inteligência artificial e expansão da capacidade industrial. A estratégia inclui ampliar a rede de manutenção de motores GTF, transferir mais reparos para a região e preparar técnicos para trabalhar com ferramentas digitais. O movimento é apresentado como uma forma de atender ao crescimento das frotas sem depender apenas da construção de novas instalações ou do aumento proporcional das equipes.
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A Ásia-Pacífico deverá se tornar, na próxima década, o maior mercado mundial de aviação em número de aeronaves, aumentando a pressão sobre empresas de manutenção, reparo e revisão, conhecidas pela sigla MRO. Em Singapura, a Pratt & Whitney, empresa da RTX, vem respondendo a essa perspectiva com investimentos em automação, inteligência artificial e expansão da capacidade industrial. A estratégia inclui ampliar a rede de manutenção de motores GTF, transferir mais reparos para a região e preparar técnicos para trabalhar com ferramentas digitais. O movimento é apresentado como uma forma de atender ao crescimento das frotas sem depender apenas da construção de novas instalações ou do aumento proporcional das equipes.
Sandra Eich, vice-presidente de Operações de Pós-venda para a Ásia-Pacífico e a Turquia da Pratt & Whitney Commercial Engines, afirmou que a digitalização das operações de pós-venda avança especialmente rápido na região. Segundo ela, o ambiente local combina apoio institucional, parcerias industriais e uma disposição cultural favorável à adoção de novas tecnologias. Em Singapura, o Conselho de Desenvolvimento Econômico e outros parceiros apoiam iniciativas voltadas à inteligência artificial e à automação fabril. A empresa também mantém no país o Singapore Technology Accelerator, equipe interna que trabalha diretamente com os profissionais das fábricas para identificar processos nos quais a automação pode elevar a capacidade produtiva.
A transformação tecnológica vem acompanhada de uma mudança nas qualificações exigidas dos trabalhadores de MRO. A Pratt & Whitney está cooperando com escolas técnicas locais para definir as competências necessárias à força de trabalho futura e desenvolve programas de educação continuada para os funcionários atuais. Eich ressaltou que a inteligência artificial deve funcionar como uma ferramenta de apoio ao operador, e não como substituta dos profissionais. De acordo com o material, a reação dos empregados tem sido positiva, com interesse em aprender programação de robôs e utilização de sistemas de IA. A empresa trata o desenvolvimento organizacional como uma etapa necessária para integrar os recursos digitais à rotina das oficinas.
Para acompanhar a expansão das frotas, a Pratt & Whitney planeja nove instalações ligadas à manutenção de motores GTF na Ásia-Pacífico. Sete já estavam em operação, enquanto outras duas deveriam começar a funcionar ainda em 2026. A companhia também pretende industrializar mais reparos dentro da região, reduzindo potencialmente o tempo de permanência dos motores nas oficinas. Um memorando de entendimento assinado com o Conselho de Desenvolvimento Econômico de Singapura prevê mais de US$ 139 milhões em investimentos no país para ampliar a capacidade. A executiva também destacou o compartilhamento de práticas entre centros que atendem à frota V2500 em Turquia, Xangai e Christchurch, além da cooperação com parceiros de joint venture para ajustar os investimentos às necessidades de cada mercado.

