LATAM lucra US$ 441 milhões no terceiro trimestre de 2026
A LATAM Airlines Group encerrou o terceiro trimestre de 2026, período de julho a setembro, com lucro líquido de US$ 441 milhões. O resultado representa crescimento de 16,3% ante os US$ 379 milhões registrados no mesmo intervalo de 2025. A companhia também ampliou a receita operacional, que alcançou US$ 4,567 bilhões, alta de 18,4% na comparação anual. O desempenho ocorreu em um ambiente de custos pressionados, principalmente pelo combustível de aviação, cujo preço médio, já considerando os instrumentos de hedge, aumentou 52,1% em relação ao ano anterior. A empresa estimou que essa alta representou um impacto de aproximadamente US$ 520 milhões no trimestre.
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A LATAM Airlines Group encerrou o terceiro trimestre de 2026, período de julho a setembro, com lucro líquido de US$ 441 milhões. O resultado representa crescimento de 16,3% ante os US$ 379 milhões registrados no mesmo intervalo de 2025. A companhia também ampliou a receita operacional, que alcançou US$ 4,567 bilhões, alta de 18,4% na comparação anual. O desempenho ocorreu em um ambiente de custos pressionados, principalmente pelo combustível de aviação, cujo preço médio, já considerando os instrumentos de hedge, aumentou 52,1% em relação ao ano anterior. A empresa estimou que essa alta representou um impacto de aproximadamente US$ 520 milhões no trimestre.
A expansão da receita foi associada à manutenção de uma demanda considerada resiliente nos mercados de passageiros e de carga. O crescimento das entradas financeiras, contudo, não eliminou os efeitos da elevação dos custos operacionais. A LATAM informou que encontrou limites para repassar integralmente o aumento do querosene aos clientes, o que restringiu a conversão do avanço da receita em margem. Assim, embora o lucro líquido tenha crescido, os indicadores operacionais ajustados mostraram deterioração em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. O resultado evidencia uma combinação de maior volume de negócios com pressão relevante sobre a rentabilidade da operação.
O EBITDA ajustado somou US$ 1,095 bilhão no terceiro trimestre, uma redução de 4,7% frente ao valor apurado um ano antes. O resultado operacional ajustado ficou em US$ 573 milhões, enquanto a margem operacional ajustada foi de 12,5%. No terceiro trimestre de 2025, essa margem havia alcançado 18,1%. A diferença entre os períodos mostra que o crescimento da receita não foi suficiente para neutralizar integralmente o encarecimento do combustível e seus efeitos sobre as despesas. Ainda assim, o EBITDA ficou acima do consenso de analistas citado nos dados disponíveis, que apontava para aproximadamente US$ 1,05 bilhão.
A pressão observada no trimestre levou a companhia a revisar sua perspectiva para o desempenho anual de 2026. A projeção de EBITDA ajustado foi reduzida para uma faixa entre US$ 3,9 bilhões e US$ 4,05 bilhões. O intervalo anterior era de US$ 4,1 bilhões a US$ 4,4 bilhões. A revisão sinaliza que o impacto dos custos de combustível deverá continuar influenciando o resultado consolidado do grupo ao longo do ano. A companhia não apresentou, no material disponível, uma estimativa de reversão desse efeito nem indicou que o aumento de preços possa ser totalmente compensado por tarifas ou ganhos de eficiência.
Em sentido oposto, a LATAM elevou sua previsão de receita anual para 2026. A nova faixa está entre US$ 17,6 bilhões e US$ 17,8 bilhões, acima da estimativa anterior. A revisão combina o desempenho observado no terceiro trimestre com a avaliação de que a demanda por transporte aéreo permanece firme, tanto no segmento de passageiros quanto no de carga. Os números, portanto, apontam para uma trajetória distinta entre faturamento e geração operacional: enquanto a receita esperada aumentou, a projeção de EBITDA foi reduzida. Essa diferença reflete o peso dos custos adicionais sobre a capacidade de transformar vendas em resultado operacional.

