AerFin compra 44 Boeing 737NG da Qantas em maior negócio
A AerFin confirmou a aquisição de 44 aeronaves Boeing 737NG da Qantas, em uma operação descrita pela empresa britânica como a maior transação de sua história. O pacote também inclui 88 motores CFM International CFM56-7B. A transferência dos aviões será realizada gradualmente ao longo de sete anos, com a primeira aeronave prevista para deixar a frota da companhia australiana ainda em 2026. O acordo combina a retirada progressiva de aeronaves mais antigas pela Qantas com a expansão da atuação da AerFin no mercado internacional de ativos aeronáuticos, manutenção, reparos e revisão, conhecido pela sigla MRO.
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A AerFin confirmou a aquisição de 44 aeronaves Boeing 737NG da Qantas, em uma operação descrita pela empresa britânica como a maior transação de sua história. O pacote também inclui 88 motores CFM International CFM56-7B. A transferência dos aviões será realizada gradualmente ao longo de sete anos, com a primeira aeronave prevista para deixar a frota da companhia australiana ainda em 2026. O acordo combina a retirada progressiva de aeronaves mais antigas pela Qantas com a expansão da atuação da AerFin no mercado internacional de ativos aeronáuticos, manutenção, reparos e revisão, conhecido pela sigla MRO.
Para a Qantas, a operação integra o plano de renovação de sua frota e oferece maior previsibilidade para a aposentadoria da maior parte de seus Boeing 737. A companhia informou que poderá ajustar o cronograma de retirada conforme o recebimento de aeronaves novas, preservando flexibilidade durante a transição. A empresa também espera receber até 24 aeronaves novas ao longo de 2026, movimento que contribui para substituir gradualmente os exemplares mais antigos ainda empregados em sua operação.
Os Boeing 737NG incluídos no acordo fazem parte de uma família de aeronaves que a Qantas utiliza há anos. Segundo o material complementar, os primeiros 737 entraram na frota da companhia em 2002, e os aviões vendidos têm cerca de 24 anos. A Qantas continuará operando o modelo até meados da década de 2030, o que indica que a venda de 44 unidades não representa uma retirada imediata de toda a frota. A estratégia é escalonada, acompanhando a chegada de aeronaves de reposição e as necessidades operacionais da empresa.
A renovação está associada a um plano de investimento de US$ 15 bilhões para a frota da Qantas. No ano anterior, a companhia havia iniciado a substituição dos exemplares mais antigos de sua frota de 79 Boeing 737-800 por Airbus A321 XLR. A incorporação desses aviões mais novos ocorre paralelamente à saída planejada de parte dos 737, permitindo que a empresa organize a mudança de sua frota doméstica sem depender de uma retirada simultânea de todas as aeronaves mais antigas.
Para a AerFin, o acordo amplia de forma significativa a escala de seus ativos disponíveis e sua presença na região da Ásia-Pacífico. A companhia, especializada no mercado de pós-venda, afirmou que as aeronaves retiradas de serviço serão utilizadas para apoiar companhias aéreas e clientes de MRO em diferentes mercados. O material proveniente dos aviões poderá fornecer componentes e soluções de suporte, enquanto os 88 motores CFM56-7B acrescentam ao negócio um conjunto relevante de ativos destinados ao atendimento da demanda do setor.
Os termos financeiros da transação não foram divulgados. Ainda assim, o volume do pacote — 44 aeronaves e 88 motores — coloca o acordo entre os maiores já anunciados pela AerFin. A transferência distribuída por sete anos também estabelece uma execução de longo prazo, em vez de uma entrega concentrada em curto período. Para a Qantas, essa estrutura acompanha o calendário de renovação; para a AerFin, cria um fluxo programado de aeronaves, motores e materiais aeronáuticos para operações de suporte e manutenção em escala global.


